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quarta-feira, 7 de setembro de 2016

O MAPA ASTRAL DO BRASIL II

Esse texto é um aprofundamento do artigo escrito há 1 ano sobre O MAPA ASTRAL DO BRASIL e tem a intenção de atualizar e esclarecer alguns pontos-chaves dos Mapas Astrais que envolvem este momento histórico vivido pelo país.
Mais uma vez ressalto que pretendo me manter ao máximo em um papel de não tomar uma posição política [será que é possível?]. Muito menos de julgar os méritos e deméritos que envolvem as figuras públicas de maior atuação neste momento. Minha opinião aqui se resume à interpretação dos símbolos astrológicos apontados para os eventos cruciais de agora e para um futuro breve.
Logo de início, devo dizer, que vou fazer um esforço de ser o mais otimista possível (como no texto anterior), mas não posso deixar de colocar de forma realista os possíveis prognósticos em seus aspectos de luz e sombra, ou melhor, o lado positivo e o negativo de cada indicador astrológico. Já posso adiantar que, embora o Brasil seja em essência a pátria da luz e uma promessa de país centralizador do progresso mundial, neste exato momento estamos experimentando como nação uma fase sombria. Acredito que tudo isso seja transitório até reencontrarmos novamente a luz e retomarmos nosso exemplo de união, harmonia e prosperidade para o resto do mundo.
Com isso sendo dito, podemos começar.
Do texto anterior, retomo esse trecho:
“Como é inevitável enxergar, a maior limitação do nosso país e aquilo que nos impede de aproveitar tudo de maravilhoso que temos ao nosso dispor, na nossa cultura e natureza exuberante, é a forma com que o Brasil é administrado. Nos deparamos então com a dificuldade que temos de organizar o país, com as enrolações burocráticas intermináveis e com as excentricidades da nossa política (Capricórnio na casa 12 e Saturno retrógrado na casa 3, regente do mapa).”
[Eu falei excentricidade? Aaaah...]
Como está indicado no Mapa Astral da Independência do Brasil, há uma dificuldade inerente ao país em desenvolver uma coerência no seu funcionamento administrativo. Parece que há sempre uma brecha na lei, uma possibilidade de burlar as regras, a moral e a ética para se realizar qualquer intento. Em alguns momentos cruciais (como o que vivemos agora), parece que isso aflora de forma abrupta e toma proporções dantescas, como um vulcão em erupção que derrama suas larvas por todo o território, por toda a população.
Em outro trecho:
“Inicialmente, vemos que o Brasil está finalizando um grande ciclo pelo zodíaco (Sol-Marte progredidos nos últimos graus de Peixes). Um novo grande recomeço está agendado para 20 de abril de 2017, quando o Sol progredido entra no signo de Áries, onde já estará Marte progredido e Plutão natal, na casa 2. Isto representa uma situação de empoderamento diante do mundo, uma restruturação da reputação do Brasil como nação aos olhos de todas as outras nações. Pode significar também o desabrochar das riquezas nacionais, sejam materiais, culturais ou mesmo no aspecto humanitário. Mesmo com isso, não vai ser um caminho fácil, porque existem outras influências paralelas desafiando o país.”
(Este aspecto astrológico já está em plena atuação, visto que os contatos com o Sol progredido começam a agir pelo menos 1 ano antes e terminam 1 ano depois. Além disso, Marte progredido já está em Áries e fechou conjunção a Plutão, mostrando que muito antes de 20 de abril de 2017 o Brasil já está lidando com alguns recomeços)
Fora as influências paralelas que abordarei em seguida, tenho observado que essa configuração de Sol-Marte progredidos conjunção Plutão natal tem se expressado na prática em seu aspecto sombra (negativo). Como esse posicionamento também faz referência aos poderes Legislativo e Judiciário no país, vemos que o “poder” ou empoderamento (simbolizado por Plutão) aqui tomou uma forma purgativa, daquele que destroça e escorraça a natureza essencial do país (representado pelo Sol progredido). Em termos de reputação, notadamente esse potencial positivo de empoderamento diante do mundo parece que se mostrou muito mais como um “estado de choque”, em que todas as outras nações do mundo ficaram petrificadas com os episódios recentes no Brasil. O que tem acontecido é o empoderamento às avessas, o mesmo simbolismo visto pelo lado sombrio. Um destaque enorme tem sido dado pelo estrangeiro ao país, notificando e ironizando as excentricidades da nossa política.
Em outra parte do texto falo das influências paralelas que desafiam o país:
“Deste ano de 2015 até boa parte de 2016, vemos o embate no céu entre os planetas Júpiter em Virgem e Saturno em Sagitário (quadratura minguante). Isoladamente, o planeta Júpiter tem muito a beneficiar o Brasil, por estar fazendo conjunção ao Sol-Mercúrio em Virgem do mapa natal do país. Mesmo assim, Saturno fala alto colocando em xeque toda a estrutura política e a base ética dos poderes administrativo, legislativo e judiciário no Brasil. [...] Como o momento agora é marcado por essa quadratura e ainda com Netuno entrando no jogo para camuflar as soluções criadas, vemos então um período de forte recessão para pelo menos 1 ano a frente. E o Brasil está bem no meio desse fogo cruzado (Júpiter em conjunção, Saturno em quadratura e Netuno em oposição ao Sol em Virgem do mapa brasileiro).”
O que posso falar é que Júpiter (o planeta que simboliza proteção e bênçãos), que estaria de certa forma trazendo alguma energia positiva ao Brasil em meio a esse imbróglio político-social, agora dia 9 de setembro sai do signo de Virgem e deixa como presente (de grego) para o país as influências de Saturno (que simboliza as cobranças cármicas e os períodos de perdas), Netuno (simbolizando aqui os enganos, ilusões, traições, escapismos e diluição das estruturas) e os eclipses no eixo Virgem-Peixes e Leão-Aquário, ativando as casas 12-6 (que trazem eventos-surpresa, as cartas embaixo da manga e as reviravoltas que deixam todos em estado de choque).
Não deve ter sido à toa que o Mapa Astral da posse do novo presidente Michel Temer vem com a marca forte dessas 3 influências simbólicas: Saturno, Netuno e eclipses. Basicamente, como astróloga, só posso dizer com certeza absoluta que Michel Temer não tem nenhuma forma de assistência (aconselhamento, orientação) de um profissional de interpretação de Mapa Astral (astrólogo). Não haveria na vida um momento tão desaconselhável para se assumir a presidência de um país (ou iniciar um negócio ou assinar um contrato ou tomar qualquer tipo de iniciativa em que se tenha a intenção de prosperar e ter os melhores resultados) do que este em que Michel Temer assumiu oficialmente a presidência do Brasil (dia 31 de agosto de 2016 às 16h50 em Brasília).
Tendo como base somente o Mapa da posse, posso dizer que os prognósticos são oficialmente os piores possíveis. Quando se leva em consideração que este evento foi para a posse de um presidente do Brasil e assim se associa ao Mapa da Independência, concluímos que o quadro se agrava enormemente, pois o evento aconteceu logo antes da celebração de mais um aniversário do país (durante o tão falado “inferno astral” do Brasil). Em resumo, vejo aqui representado um governo que irá trazer uma forte recessão em vários níveis. Além de uma energia explosiva de revolta que será contida de diversas formas e que aflora em manifestações, greves e forte resistência ideológica da população. Sem falar, claro, do traço mais impactante deste mandato do Michel Temer, que é o medo generalizado e a constante ameaça de grandes perdas. Algo que deve se tornar mais do que uma ameaça, por estar sendo ativada pelo eixo de eclipses (que amplia drasticamente essa sensação, trazendo o surgimento de eventos-surpresa).
Vemos também o Mapa Natal do Michel Temer fortemente marcado, colocando ele em evidência neste momento e o levando aos céus nos próximos meses (Júpiter fazendo conjunção ao seu Sol em Libra agora). Além disso houve o eclipse do dia 1° de setembro em cima do seu Ascendente em Virgem, que sinaliza mais um fator de enfoque em sua pessoa. Parece que Michel Temer sobe aos céus agora e já em um pouco mais de 1 ano descerá às trevas, com a forte influência de eclipses e Saturno sobre seu Mapa Natal, em especial quadrando seu Sol. É muito provável que sua popularidade (que já é muito baixa) caia bruscamente já no final de 2017, levando seu governo a uma péssima reta-final.
Fico triste em dizer (mas aqui devo ser realista e me basear simplesmente pelos sinalizadores astrológicos), que os presságios para nosso querido Brasil não são os melhores para o próximo ano. Analisei ainda o Mapa do Equinócio de Outono para Brasília (Ano Novo Astrológico, quando o Sol chega a 0° de Áries), que é muito usado pelos astrólogos para traçar alguns prognósticos para o país, considerando o posicionamento das coordenadas geográficas da capital. Neste Mapa está fortemente marcado o simbolismo de perdas e sacrifícios, certamente mais um sinalizador que reforça o momento sombrio em que estamos vivendo como nação.

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

A BUSCA DE RECURSOS EM TEMPOS DE RESTRIÇÃO

Caros amigos, visitantes do meu blog,

Estou participando como palestrante deste evento online da Central Nacional de Astrologia, junto à astróloga Roxane Sales (representamos a CNA-Regional CE).

Nosso bate-papo astrológico vai ao ar neste domingo 29/nov, às 16h no horário de Brasília e às 15h para quem mora em Fortaleza.

É gratuito para as pessoas que assistirem na hora certa da transmissão. Logo abaixo estão os detalhes para quem quer participar, basta acessar o link do seu computador ou smartphone neste domingo.

Um grande abraço!

Clarissa


X CIRCUITO CNA – 2015

Neste X Circuito CNA temos uma novidade: o evento será online – via internet. As palestras serão transmitidas ao público no domingo, dia 29 de novembro, a partir das 10h (horário de Brasília) e o tema do Circuito é: A busca de recursos em tempos de restrição, que está relacionado ao trígono entre os planetas Júpiter e Plutão.

Em março, junho e julho de 2016 teremos Júpiter, o astro que traz expansão, em Virgem, e Plutão o grande transformador, em Capricórnio, formando um trígono no elemento TERRA, marcando assim o ano com novas perspectivas. Teremos a oportunidade de aprendermos a buscar novos recursos em tempos de restrição.

No dia 29 de novembro, o Circuito será aberto e gratuito para todos. Após o dia 29, todas as palestras poderão ser acessadas pelos membros associados ou poderão ser adquiridas pelo público geral - no valor de R$ 80 (pacote com 6 palestras). As palestras iniciam às 10h nos estados com hora de verão e 9h nos que não tem horário de verão.

Acesse esta página no dia 29 de novembro para ter acesso às palestras nos respectivos horários.


(ver programação abaixo)

PROGRAMAÇÃO DE PALESTRAS - horário de verão de Brasília


10h - A Cigarra e a Formiga - Talento e trabalho no trígono de terra Júpiter/Plutão
Astróloga Palestrante: Gicele Alakija - CNA-BA

11h - Como se concretizar e poder superar a energia desencadeada de alguns trânsitos astrológicos

Astróloga Palestrante: Lydia Vainer - CNA-RS

14h - Astromedicina - Como a Astromedicina pode ajudar na recuperação do bem estar, examinando as patologias relacionadas com a quadratura entre Saturno e Netuno 
Astróloga Palestrante: Graziella Marraccini CNA-SP

15h - Júpiter e a estranha mania de ter fé na vida
De acordo com Ptolomeu, no Tetrabiblos, Júpiter é o “promotor de tempestades que fertilizam o solo”. Conhecido como o Grande Benéfico, mas que muitas vezes tem uma ação agitadora, aumentativa e libertadora de tudo aquilo que impede o nosso crescimento, a fim de instaurar uma nova ordem, revelar um novo caminho e nos trazer uma nova possibilidade de progresso.
Astrólogo Palestrante: Leonardo Lemos CNA-SP

16h - As oportunidades de crescimento e transformação de Júpiter trígono Plutão
Astrólogas Palestrantes: Roxane Sales e Clarissa Maia Marques CNA-CE



17h - Quíron - Identificando os caminhos da cura
Astrólogo Palestrante: Francisco Pacheco CNA-BA


 
Seja bem-vindo a participar do nosso evento!
 


terça-feira, 29 de setembro de 2015

A IMPORTÂNCIA DOS TEMPOS DE CRISE

Como área do conhecimento, a Astrologia vai muito além de uma ferramenta que calcula os astros em um Mapa Astral. Existe um saber sobre a dinâmica da vida, que está implícito na leitura astrológica. A própria estrutura circular do Mapa Astral já se apoia no fato de que os planetas no céu se movimentam em círculos, a influência deles em nossa vida no planeta Terra, permite dessa forma que tudo que vive por aqui se desenvolva de forma cíclica.


A partir daí, podemos descobrir uma série de mecanismos característicos do funcionamento da vida como um todo e que afeta a nossa existência individual, assim como todos os demais setores da vida na Terra. Somos parte da existência que sempre se movimenta em busca de evolução e para isso precisamos passar pelas fases de expansão e retração, como forma de encher e esvaziar o espaço interno. Nesse fluxo, aderimos a novos conhecimentos e dispensamos formas ultrapassadas de vivenciar a nossa vida.

Essa é a grande função do saber astrológico, nos capacitar a entender em que momento exato iremos vivenciar um tipo específico de aprendizado e qual a forma que ele pode tomar para que esse aprendizado aconteça. As possibilidades são infinitas. Em um determinado momento, podemos experimentar grandes conquistas em um setor e em outro uma forte baixa. Ou tudo junto e misturado, onde parece que tudo acontece na mesma hora.

Crise é um termo que possui dois significados embutidos, aparentemente dissonantes, mas na verdade profundamente interligados. Segundo o saber oriental, o momento de crise nos permite ficar diante do risco e da oportunidade (os chineses usam esses dois ideogramas para se referir ao termo crise). Na verdade, é essa a grande chave para conseguirmos decifrar a razão de vivermos, de vez em quando, um momento de muita dor.


Se formos pensar melhor, as fases de grande expansão também são momentos de crise, pois estamos diante de algo novo, que geralmente é bastante desafiador. Nem sempre notamos, mas crescer também dói. Quando decidimos encarar uma oportunidade, estamos nos arriscando a reestruturar a nossa vida, para acomodar a nova situação ao que existia antes. E não é só somar a parte nova, mas reformular também a antiga. Ao finalizar o processo de adaptação, descobrimos que somos uma pessoa renovada, mais enriquecida com as experiências vividas e (quem sabe) mais livre.

Já nos momentos de maior sofrimento, em que nos deparamos com circunstâncias que nos exigem uma retração (voluntária ou não), esquecemos que aí também há uma oportunidade. A maior dificuldade nestes momentos, é conseguir desapegar daquilo que não nos traz mais crescimento, não nos faz mais bem. É um desafio para a alma deixar ir, pois é natural querermos sempre agregar. Só que existe um saber inerente à vida que nos diz que, de tempos em tempos, devemos esvaziar, podar os galhos secos da nossa árvore. Para que ela, enfim, possa crescer mais leve e (quem sabe) mais livre.

Também vivemos as fases de calmaria... Nem todo mundo gosta, mas há períodos em que não há muita turbulência. Ou que os acontecimentos são menos dramáticos e envolvem menos riscos. Como também não nos são apresentadas grandes oportunidades. Para isso, o saber astrológico também explica. São as fases em que é importante experimentarmos uma estabilidade mais longa, para que as sementes plantadas em tempos de crise, possam enfim crescer e dar suas flores e frutos.

E o que acontece quando as flores e frutos são colhidas? Só nos resta aceitar que mais um ciclo chega ao fim. Podemos deixar caírem as folhas e apodrecerem os frutos no chão. Pois assim a terra se recolhe para revitalizar seu solo, enriquecer sua base e se preparar para um novo plantio. É um novo período de retração, uma crise que permite reavaliarmos o que foi vivido e respeitar nosso tempo de reclusão. Em seguida, surge mais uma fase de expansão, em que devemos deixar nascer, crescer, frutificar e... Declinar tudo de novo, em mais um ciclo de nossa vida.

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

RECORTES DE UM NOVO TEMPO

De tempos em tempos, o Universo parece querer que a vida aqui na Terra passe para um novo estágio de desenvolvimento. Nos vemos diante de situações novas, desafios inusitados e oportunidades inesperadas. Somos indivíduo e vivemos por nós mesmos, mas também somos coletividade e vivemos para o bem de todos que vivem aqui em nosso planeta.

by Marcelo Dalla
Se pararmos para observar o céu, lá está sinalizado como se configura os novos padrões da realidade que nos espera logo à frente. E agora é um desses momentos, pois nos vemos diante de um novo tempo. Não só vemos tudo mudar rapidamente ao nosso lado, como vemos uma nova configuração planetária que aponta diversas mudanças para a humanidade.
Primeiro que estamos no intervalo entre 2 Eclipses. Um período sempre cheio de surpresas e, de modo geral, com uma elevada carga emocional em diversos aspectos da vida. Domingo passado foi a vez do Eclipse Solar, uma Lua Nova que abre espaço para um novo trajeto a ser vivenciado por nós e que deve se desenrolar nos próximos meses. Daqui a alguns dias teremos o Eclipse Lunar, uma Lua Cheia que expõe as tensões ocultas que precisam ter fim em nossa vida. É um momento ainda mais carregado emocionalmente, pois é característico das Luas Cheias o transbordar de conteúdos emocionais, tanto humanos como da natureza em geral. E o Eclipse potencializa isso, às vezes permitindo surgir uma situação de caos momentâneo.

Eclipses delimitam começos e fins necessários na nossa trajetória de vida. São os elementos surpresa positivos ou negativos, mas sempre desafiadores, que nos forçam a visualizar a nossa realidade sob uma perspectiva completamente impensada. No zodíaco, os Eclipses fazem a trajetória inversa aos planetas, pois andam na contramão da sequência de signos. Esse simbolismo pode ser interpretado como um recado do futuro, de algo que vai vir a fazer parte da nossa vida em um momento posterior. Mas que ainda está se ensaiando, começando a nascer. Por isso, é sempre recomendado estar atento aos acontecimentos que surgem nas proximidades dos Eclipses, pois são sinalizadores de algo que terá uma importância grande em nossa história futura.

Em um segundo momento, teremos os trânsitos da próxima quinta-feira, dia 17 de setembro. Uma data em que 3 grandes eventos celestes ficam exatos. Logo de madrugada, temos o alinhamento da oposição entre os planetas Júpiter no signo de Virgem com Netuno no signo de Peixes. Um eixo que pontua a importância dos nossos hábitos rotineiros e espirituais (respectivamente), como uma forma de nos manter conectados com nós mesmos, a nível físico e extra físico.

Aqui Netuno está mais forte (domiciliado) e causa um efeito nebuloso e desnorteador para as expectativas infladas, características de Júpiter enfraquecido (aqui em Virgem está em detrimento). Podemos estar vivenciando isso como um endeusamento de algo que está disfarçado, apresentando agora só o aspecto heroico e camuflando o lado sombra. Ou podemos estar diante de frustrações ou desilusões na nossa realidade, com pessoas ou acontecimentos. Pode estar caindo o véu que cobre algumas verdades.

Na tarde do dia 17, temos o início da retrogradação de Mercúrio (agora no signo de Libra), um período de 3 semanas que acontece em média 3 vezes por ano. É um aspecto mais comum de ocorrer, mas inevitavelmente desorganizador do nosso dia-a-dia. Isso porque Mercúrio é o planeta que sinaliza como lidamos com as movimentações corriqueiras. Fazer pagamentos, ir ao banco, lidar com o trânsito, conversar com as pessoas próximas, ler e escrever, fazer ligações, marcar compromissos, arrumar a casa, consertar algum equipamento, comprar algo necessário e por aí vai. Tudo isso está vulnerável a causar pequenos transtornos em nossa vida.
Quando Mercúrio fica aparentemente retrógrado no céu (do ponto de vista aqui da Terra), nossa comunicação e dinâmica diária se torna introvertida. Ou seja, nos voltamos para dentro e percebemos o exterior envolto de uma nuvem colorida por aspectos internos. O que é inapropriado, quando falamos em lidar com a realidade externa. Por isso é que este período permite que pequenas desconexões aconteçam em nosso dia-a-dia.

O lado construtivo disso é que podemos ficar receptivos a insights, que surgem justamente na hora que essas pequenas desconexões acontecem na comunicação. No intervalo em que dizemos algo e a outra pessoa entende outra coisa (ou o inverso) e há uma quebra do raciocínio, uma ruptura na comunicação, é que surge então o famoso mal-entendido. Nestes momentos, existe um vazio cognitivo que dá espaço à intuição, a conexão com outras formas (mais sutis) de comunicação.

Por fim, já perto da madrugada, o planeta Saturno sai do signo de Escorpião (por onde andou nos últimos 3 anos) e ingressa definitivamente em Sagitário. Mudando assim o foco para onde nossos esforços irão se concentrar pelos próximos 2 anos. Concluímos com isso uma fase em que incríveis desafios, a nível emocional, colocaram em cheque a nossa realidade interna (provavelmente, desconhecida até por nós mesmos). 
Tivemos que lidar com “os esqueletos no armário” (curiosamente, foi nesse período que surgiu a febre dos zumbis no cinema e na televisão). Ou mesmo “sair do armário”, para assumir características pessoais que provavelmente não estávamos prontos para expor até então (notamos que, neste período, as questões legais que envolvem os direitos do grupo LGBT vieram à tona, mudando toda a forma como encaramos a sexualidade em nossa sociedade contemporânea).
De agora em diante, pelo menos até o final de 2017, iremos lidar com desafios à estrutura ética e filosófica em nossa sociedade. As instituições que sejam referência de “ordem e progresso” para a sociedade ou que sejam, idealmente, disseminadoras dos valores éticos e conhecimentos a nível superior, devem também passar por reformulações. Universidades de Ensino Superior deverão ser foco de novas estruturas, novas propostas, para continuarem a ser referência de saber e desenvolvimento intelectual. Senão, elas poderão passar por uma baixa, com muita gente querendo sair, porque deixou de fazer sentido estar lá. Muito dinheiro investido e pouca capacidade profissionalizante sendo desenvolvida em retorno. Por outro lado, deve estar sendo cobrado e muito mais valorizado pelo mercado, os profissionais que mostrem competência e um currículo profissional recheado de boas experiências.
Outras temáticas sagitarianas devem vir à tona, como as relações internacionais e as políticas de imigração. Aliás, já temos visto grandes movimentos nessas áreas, até mesmo antes de Saturno ingressar em definitivo no signo de Sagitário. O grande abalo que o mundo inteiro sentiu, ao ver o drama dos imigrantes sírios, é uma referência da problemática que o Saturno em Sagitário vem nos trazer. Pois agora é a hora de repensar a forma como convivemos com o outro, que vem de fora do nosso país, carregado de sua cultura, hábitos, religiões e idiomas estrangeiros. E que vem agregar novos conteúdos à forma de viver do país de destino.

Quando buscamos sintetizar a lógica deste momento, observamos que várias temáticas diferentes estão sendo colocadas em pauta nas próximas semanas. Mexendo e remexendo com a nossa capacidade de adaptação às mudanças apresentadas. O que exige de nós uma maior flexibilidade em nossa forma de lidar com a realidade.
Um traço em comum, que une os diversos aspectos aqui descritos, é a forte ênfase nos signos mutáveis, que dá a tonalidade dinâmica para o momento. Vemos que a extremidade referente ao signo de Gêmeos está ausente, sinalizando que as características positivas deste signo têm muito a contribuir, na busca das melhores soluções para o que possa estar surgindo agora. Especialmente quando usadas sensatez, como por exemplo a capacidade de ser puramente racional diante de uma situação confusa. Abstraindo o conteúdo emocional que possa distrair os envolvidos de visualizar a solução mais construtiva. Especialmente, diante da energia nebulosa de Netuno-Júpiter, das confusões de Mercúrio retrógrado e dos rigores morais de Saturno em Sagitário, um pouco de racionalidade geminiana pode ser o tempero que faltava nesta sopa.

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

O MAPA ASTRAL DO BRASIL

Assim como acontece com todos nós, nosso país possui uma data de aniversário, que é o dia na sua história em que se tornou autônomo. Depois de ser conhecido pelo resto do mundo como colônia, o Brasil se tornou livre de Portugal em 7 de setembro de 1822, às 16h15min no Rio de Janeiro (Dia da Independência).

O mapa natal de um país funciona como o mapa de uma pessoa, ou seja, é como se no dia da independência ele tenha se tornado uma entidade livre (inclusive em termos burocráticos), capaz de funcionar por si mesma. Como um ser humano quando nasce e respira independente do corpo que o gerou. Depois deste acontecimento, a simbologia do mapa deste momento impregna a expressão de sua história dali em diante.

A partir deste mapa natal, somos capazes de analisar o funcionamento atemporal do Brasil em suas diversas nuances, como a política, a cultura, sua natureza, seu povo, as relações com outros países e etc. Além de ser possível fazer um prognóstico de prováveis acontecimentos e temáticas a serem lidadas agora ou em um momento próximo, através dos mapas de previsão.
É com essas técnicas que pretendo fazer uma breve análise, sem nenhum foco específico dentro da astrologia. Em princípio, não tenho pretensão de fazer uma análise política, até porque não costumo trabalhar com astrologia política, nem costumo me posicionar publicamente sobre minhas escolhas políticas. É somente um trabalho de análise astrológica.
Tendo isto em mente, podemos começar.
Aos olhos do mundo, o Brasil se apresenta como uma nação exótica (ascendente em Aquário), humanitária e, apesar de insistir em algumas posturas administrativas nebulosas (Urano conjunção Netuno, retrógrados, em Capricórnio na casa 11), de um modo geral nosso país gera simpatia em relação aos outros países.

Cultivamos naturalmente características amistosas e desprendidas de outras formas de se estruturar uma nação, ou seja, somos vistos como um país cheio de personalidade, incomparável com qualquer outro no mundo. O futebol brasileiro (associado ao signo de Aquário) também está aqui representado, pois ao longo de anos serviu de cartão de visita nacional para o resto mundo.
Já a reputação pública (apresentada pelo Meio do Céu em Escorpião), é de um país com enorme riqueza natural e uma inabilidade de reconhecer isso como tesouro a ser preservado (Plutão a 0° de Áries na casa 2). Além de estar claro para quem vê de fora que, se fosse bem administrado, esse tesouro seria capaz de trazer mais poder aquisitivo para a população brasileira e ser uma fonte de renovação natural para todo o planeta (Plutão quadratura com Urano-Netuno em Capricórnio, todos retrógrados).
Uma característica intensa e de forte sexualidade, mas contraditoriamente ingênua e imatura, aparece na nossa cultura aos olhos de outras nações (efeito duplo: Plutão em Áries versus Marte em Escorpião na casa 9). O Carnaval brasileiro está aqui representando neste aspecto, com a nudez camuflada em desenhos pelo corpo e a grande sensualidade do samba.

O povo brasileiro, visto como identidade grupal e movimento das massas, está intimamente ligado aos aspectos instintivos que os une. Observamos um povo versátil e que possui muitas facetas (Lua conjunção Júpiter em Gêmeos na casa 4). Além de vermos aqui o lado negativo disso, que se mostra como uma grande segregação nas classes sociais e o famoso (e escorregadio) “jeitinho brasileiro”. No melhor aspecto, vemos um povo patriota e animado, que chora junto pelas suas paixões nacionais e se enche de orgulho quando pequenas vitórias são conquistadas mundo afora.
Aqui também está representada a riqueza da miscigenação racial e as muitas culturas que vieram construir a população brasileira. O que permitiu o surgimento de traços únicos no corpo e rosto dos brasileiros, uma beleza reconhecida mundialmente.
O lado mais radiante e promissor do nosso país parece ser também o menos óbvio (Sol no signo de Virgem na casa 7 em conjunção a Mercúrio em Virgem, exaltado, na casa 8). O Brasil brilha nas parcerias. A grande sacada para o surgimento de soluções e crescimento em qualquer setor da vida, está associada a capacidade de fazer boas parcerias com outras nações.

Talvez o mais notável desse traço brasileiro seja a natureza receptiva e acolhedora com que recebemos tudo o que é estrangeiro em nosso país. De um modo geral, exaltamos o que é de fora em detrimento do que é nosso, o conhecido “complexo de vira-lata” dos brasileiros. Podemos parecer até meio bobalhões, cortejando os estrangeiros, os produtos e as culturas que vem do outro lado das nossas fronteiras (Sol na casa 7 e Vênus em Leão conjunção Nodo Sul).
Outra manifestação mais positiva desse traço (uma mistura entre Virgem-casa 6, Leão-Sol e Vênus-casa 7) é a grande criatividade do nosso povo. Tanto no campo artístico, como na forma de buscar alternativas inusitadas para lidar com as limitações vividas pela grande população. Assim como na capacidade de fazer piada dos próprios tropeços.
Como é inevitável enxergar, a maior limitação do nosso país e aquilo que nos impede de aproveitar tudo de maravilhoso que temos ao nosso dispor, na nossa cultura e natureza exuberante, é a forma com que o Brasil é administrado. Nos deparamos então com a dificuldade que temos de organizar o país, com as enrolações burocráticas intermináveis e com as excentricidades da nossa política (Capricórnio na casa 12 e Saturno retrógrado na casa 3, regente do mapa).

O que também gera uma grande insegurança na autoestima do povo brasileiro e uma problemática real com o dinheiro. Seja por falta dele em grande parte da população ou pela corrupção política em nosso histórico como nação ou, até mesmo, pela vulnerabilidade a que somos expostos quando saímos na rua e podemos ser assaltados a qualquer momento (Saturno em Touro quadratura Vênus).
Tendo como base essa estrutura simbólica em que o Brasil está envolvido, podemos desenvolver uma análise do momento histórico que vivemos. É inegável que estamos diante de mais uma encruzilhada em nosso caminho como nação e lidamos agora com uma complexidade que nem os melhores estudiosos conseguem decifrar. Eu também não consigo, mas posso aqui no meu cantinho analisar despretensiosamente o mapa do Brasil e tentar ver algo positivo para esse momento de tanta desesperança.
Inicialmente, vemos que o Brasil está finalizando um grande ciclo pelo zodíaco (Sol-Marte progredidos nos últimos graus de Peixes). Um novo grande recomeço está agendado para 20 de abril de 2017, quando o Sol progredido entra no signo de Áries, onde já estará Marte progredido e Plutão natal, na casa 2. Isto representa uma situação de empoderamento diante do mundo, uma restruturação da reputação do Brasil como nação aos olhos de todas as outras nações. Pode significar também o desabrochar das riquezas nacionais, sejam materiais, culturais ou mesmo no aspecto humanitário.

Mesmo com isso, não vai ser um caminho fácil, porque existem outras influências paralelas desafiando o país.
Deste ano de 2015 até boa parte de 2016, vemos o embate no céu entre os planetas Júpiter em Virgem e Saturno em Sagitário (quadratura minguante). Isoladamente, o planeta Júpiter tem muito a beneficiar o Brasil, por estar fazendo conjunção ao Sol-Mercúrio em Virgem do mapa natal do país. Mesmo assim, Saturno fala alto colocando em xeque toda a estrutura política e a base ética dos poderes administrativo, legislativo e judiciário no Brasil.
A relação no céu entre Júpiter-Saturno já é conhecida como fortemente ligada a economia mundial. Quando estes planetas interagem negativamente, vemos crises e cortes no crescimento econômico de todo o planeta, porque estão relacionados ao capitalismo e a estrutura da sociedade que foi desenvolvida com ele. Como o momento agora é marcado por essa quadratura e ainda com Netuno entrando no jogo para camuflar as soluções criadas, vemos então um período de forte recessão para pelo menos 1 ano afrente. E o Brasil está bem no meio desse fogo cruzado (Júpiter em conjunção, Saturno em quadratura e Netuno em oposição ao Sol em Virgem do mapa brasileiro).
Mas diante de muitas possibilidades ruins, o fato de Júpiter estar iluminando as parcerias e o Sol do Brasil por 1 ano, podemos ver surgirem sim soluções para alguns dos muitos desafios que temos no momento. Realmente, como já temos visto, as figuras de autoridade no país vão continuar em xeque, sendo cobradas e desafiadas a todo momento. As oportunidades devem ser encontradas com os aliados fiéis ao Brasil, através das alianças que sejam vantajosas para ambos. Pelos menos até setembro de 2016, o país deve estar recebendo grande ajuda, como verdadeiros anjos-da-guarda da nação.

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

ASTROLOGIA COMO AUTOCONHECIMENTO

Tão bom ver a Astrologia sendo bem representada!
 
 
Eduardo Weaver entrevista Marcelo Cintra e Maurice Jacoel
sobre como a Astrologia pode ser uma ferramenta
que contribua para o autoconhecimento,
dentro de uma abordagem transpessoal e vivencial.

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

COMO LER OS ASTROS

Se você está aí, pensando em começar a estudar mais sobre astrologia, mas sem saber por onde começar, certamente se vê diante da problemática: como vou conseguir ler os símbolos astrológicos? Como conseguirei fazer a interpretação de um mapa astral?

Enfim, diante daquela mandala cheia de pequenos desenhos e traços geométricos, ligando de forma diversificada os pontos desenhados, como assimilar o que aquilo tudo representa? Como ver um evento no mundo que pode estar representado ali, bem na minha frente?

Na minha opinião, mais importante do que começar a fazer a leitura do mapa astral é entender como funciona a lógica da astrologia. E para entender isso é preciso abrir um pouquinho a mente para aceitar uma nova verdade, reveladora de fato, mas profundamente libertadora. É que a vida, embora a gente demore a acreditar, é simbólica. Ou seja, os fatos e símbolos estão sempre conectados. Acontecimentos vem sempre entrelaçados com símbolos diretamente associados a eles – antes, durante e depois que acontecem.

A razão de símbolos e eventos estarem sempre juntos é bem simples, mas faz sentido. É a forma que a vida encontrou para nos ajudar a lidar com tudo que acontece. Os símbolos são avisos, recados e também direcionamentos, pois o próprio símbolo guarda em si a solução de como melhor lidar com o acontecimento a ele associado.

by Isa Montenegro
Como nada na vida é por acaso, lidamos com a realidade de agora como uma forma de dar novo significado a algo que ainda não aprendemos no passado. Ou seja, o agora é um estágio no meio de um ciclo que envolve passado, presente e futuro. O que vivemos hoje sempre guarda uma semente do passado e também do futuro. A consciência disso e a capacidade de lidar bem com isso é que permite a libertação de algo negativo, que podemos estar repetindo sem saber e gerando assim uma condição ruim no dia de hoje.

Bom, essa sementinha que une passado, presente e futuro é que está codificada no símbolo. É um padrão único, mas que se manifesta de forma múltipla e é por isso que num momento inicial as pessoas que começam a estudar astrologia acham muito difícil aprender a sua lógica.
Assim como em outras metodologias de interpretação dos símbolos (por exemplo, a leitura de sonhos, da escrita e da fala individual, dos mitos e etc., que hoje são aceitas como científicas, assim como a leitura do baralho, das linhas da mão, dos números e etc., consideradas místicas), a astrologia é um sistema simbólico que traduz e representa os acontecimentos da vida. A forma com que ela faz isso é através da disposição dos astros no céu, visto do ponto de vista aqui da Terra.
Os métodos usados pelos astrólogos para fazer suas interpretações são muito diversos e ricos, mas todos têm por base as regras de leitura do mapa astral. Para isso se estuda os símbolos (desenhos) que fazem referência aos planetas, signos, aspectos e casas do mapa astral. Daí vem a técnica, a necessidade de estudar, pesquisar e, principalmente, observar. Observar a vida, a si mesmo, as pessoas, os acontecimentos, sempre estudando os símbolos a eles ligados, para desenvolver o olhar astrológico, que é a capacidade de fazer associações entre o que está colocado no mapa astral e o que é vivido na realidade.

sábado, 26 de abril de 2014

A EXPERIÊNCIA DA CONSULTA ASTROLÓGICA

 O que é fazer o Mapa Astral?

Numa sociedade que ainda não compreendeu o que realmente é a Astrologia, com frequência nos deparamos com essa dúvida. Na verdade, com alguns mal-entendidos. A consciência individual e coletiva parece que ainda está longe de entender o significado da simbologia trazida pelo estudo dos astros. E a representação deles quando desenhados no Mapa Astral.

Mas vamos lá. Não custa tanto tentar esclarecer o que é Astrologia. Ou pra quê fazer um Mapa Astral.

Primeiramente, defendo a ideia de que só deve fazer uma consulta de Mapa Astral aquela pessoa que realmente se interessa e está disposta a estar ali. Minha experiência me ensinou que não adianta estar mais disponível a encarar um Mapa Astral individual, do que a própria pessoa que pediu aquela consulta. Independente de quem seja, se pagou ou não, ou o quanto seria bom para ela entender um pouco mais sobre si mesma através do seu Mapa.
O Mapa Astral é um guia que serve para nos orientar - assim como consultamos um mapa geográfico para nos orientar numa cidade desconhecida, por exemplo. Mais especificamente, é um código que representa o que viemos fazer aqui na Terra, nesta vida, como é viver na própria pele, ser quem se é.

Aliás, "ser quem se é" é uma busca sem fim. E interpretar um Mapa Astral faz parte dessa busca. Através dele podemos decodificar de forma prática, ancorados na realidade, aqueles símbolos que estão ali desenhados. Que representam, em cada Mapa que analisamos, um universo em si mesmo. O universo particular de cada alma que decidiu viver aqui na Terra. E o que planejou experimentar ao longo de sua vida.

Interpretar um Mapa Astral não é tarefa fácil, posso garantir. Exige do astrólogo muita experiência de vida, conhecimento dos símbolos, capacidade de síntese e uma sensibilidade refinada, capaz de filtrar a essência daquele momento individual e traduzir claramente o que a pessoa que está fazendo a consulta (o consulente) precisa entender.

E o que ela precisa entender? Como melhor administrar o seu momento de vida. Como melhor utilizar suas características individuais, representadas ali no Mapa Astral, para fazer sua vida fluir com mais significado. E significado também pode ser chamado de sentido, aquilo que nos toca em nossos sentimentos mais profundos e nos direciona para o caminho mais apropriado ao que somos intimamente. É como o sentido de uma seta (numa placa de trânsito) que aponta para onde devemos seguir.

Todo mundo precisa fazer Mapa Astral? Não, não. Aquelas pessoas que vivem suas vidas sempre conectadas consigo mesmas, que conseguem sempre sintonizar com um guia interior capaz de orientar para o caminho que melhor se adequa ao que buscam, não precisam de guias exteriores. Até porque ambos irão apontar para o mesmo caminho. Se a pessoa já sabe o caminho que lhe faz sentido (primeiramente, ela é uma sortuda!), não será necessário buscar uma religião, um mestre, uma terapia ou algum sistema simbólico (como a Astrologia) para dar seus passos na vida com a firmeza que precisa.



Mas, sinceramente, vejo que no mundo há muito mais pessoas que precisam desse eixo, desses guias externos do que pessoas incrivelmente iluminadas que encontram seus guias dentro de si. Ou pelo menos, mesmo aqueles indivíduos de extrema sabedoria experimentam, em algum momento da vida, o sentimento de vulnerabilidade, de desconexão com suas convicções internas e com seu guia íntimo. É nessas horas que a Astrologia pode ser melhor utilizada, pela clareza com que mostra nosso sentido na vida, a cada momento.

O papel do astrólogo entra aqui como uma figura de auxílio, jamais como alguém que possui um saber extraordinário, acima dos meros mortais. Muito pelo contrário, seria ótimo se a sociedade como um todo quebrasse com esse mito de que a Astrologia é um conhecimento baseado na adivinhação. Assim todos poderiam estudar e estarem aptos a interpretar um Mapa Astral.

É imprescindível que o astrólogo aja com o máximo de profissionalismo e faça jus a sua função. Não somente de traduzir e esclarecer aquilo que está representado no Mapa Astral, mas especialmente agir com muito respeito pelo ser humano ali a sua frente. Devemos lembrar que estamos ali para servir com nosso saber a pessoa que nos busca, somos somente uma ponte que liga a pessoa ao seu guia interior, representado pelo Mapa Astral. O que surge a partir daí fica por conta da própria pessoa e do que ela quiser fazer com o conhecimento que adquiriu sobre si mesma.


terça-feira, 10 de janeiro de 2012

UMA REFLEXÃO PARA O NOVO ANO

O clima de renovação parece que está tomando conta do momento em que estamos vivendo. Como já era esperado, nessa transição entre o ano de 2011 que chega ao fim e o de 2012 que está começando, podemos compartilhar um sentimento de desprendimento do que passou e esperança no que virá, bem típico desse período. Claro que observamos isso todos os anos, mas agora existe algo além do meramente esperado, que faz desse momento um tempo de renovação e profunda reflexão sobre o futuro que está chegando.

O céu do momento coloca o foco no signo de Capricórnio, de uma forma bem diferente da que
estamos acostumados, pois fala muito mais de transformar o significado do signo do que mantê-lo. O simbolismo de Capricórnio traz o tema da realidade prática da vida, com seus desafios e recompensas. É quando cumprimos certas regras sociais que nos tornamos parte integrante da sociedade. Tendo em mente este simbolismo, percebemos que é nosso entendimento da realidade prática e social que está em transformação.


Ao longo da transição para o ano de 2012, teremos que lidar, de forma direta ou indireta, com temas que a princípio podem causar incômodo, pois estão de certa forma distantes de nossa vida cotidiana. O foco estará nos assuntos que envolvem o modo de vida a que estamos acostumados, a forma com que a sociedade atual se construiu e o que é preciso fazer para transformá-la em um ambiente mais apropriado para o desenvolvimento futuro da humanidade.


Já é de conhecimento geral, que a sociedade capitalista promoveu a destruição de maior parte dos recursos naturais do nosso planeta. A lógica do consumismo nos condicionou a querer sempre mais, o que se traduz em ter mais dinheiro para comprar mais. É essa lógica do consumismo que deve entrar em questionamento agora, pois será neste ano de 2012 que veremos o quão destrutivo foi viver tantos anos consumindo muito mais do que necessitamos.

Trazendo esses assuntos para uma realidade mais pessoal, podemos falar de mudança nos nossos hábitos diários, que juntos podem fazer sim diferença para a sociedade em maior escala. Por exemplo, por que não refletimos sobre o destino do lixo que produzimos em nossas casas? Será que não é hora de exigir por lei a coleta seletiva? O quanto nos responsabilizamos por aquilo que consumimos diariamente?
 
O signo de Capricórnio nos lembra que com dedicação, honestidade e rigor conseguimos grandes resultados em qualquer coisa que fizermos. Provavelmente, de agora em diante seremos mais cobrados por aquilo que não fizemos bem no passado, seja em relação a nossos hábitos pessoais seja nas nossas condutas em sociedade. Mas é somente tendo consciência desses erros que cultivamos por anos, que seremos capazes de agir melhor no futuro.

domingo, 2 de outubro de 2011

PARA EQUILIBRAR É PRECISO DIVIDIR

Um dos aprendizados mais importantes para este momento envolve o significado do signo de Libra. Representando o ponto que divide ao meio a sequência de signos do zodíaco, Libra também é conhecido como a Balança. Se quisermos escolher uma palavra que defina seu simbolismo, podemos dizer que “equilíbrio” é a palavra-chave para Libra. É a justa medida que equilibra os dois pratos da balança. Dentre outros significados, este signo fala da importância de olhar para o outro como um reflexo de si mesmo.
 
A busca pelo caminho do meio faz de Libra o signo mais associado à justiça e à capacidade de analisar as diversas perspectivas de um mesmo acontecimento. Já quando observamos a dinâmica dos librianos, percebemos que sua vida de modo geral gira em torno dos relacionamentos afetivos e das parcerias. Seja no trabalho, amor ou amizade, os librianos se sentem mais completos junto a alguém com quem se identificam e podem compartilhar sua vida.
 
Neste momento, o simbolismo que Libra representa está sendo mais solicitado de cada um de nós, assim como os pontos fracos do signo precisam ser corrigidos em nossa conduta. É inevitável que os relacionamentos sejam questionados agora, pois só assim podemos descobrir quais são realmente significativos e quais são desnecessários em nossa vida. Este é um momento de analisar nossas prioridades e o quanto isso afeta outras pessoas, descobrindo até que ponto devemos ceder.

Por outro lado, Libra pode escorregar na superficialidade ao buscar sempre agradar aqueles que estã
o perto. Quando os librianos evitam a discórdia para manter a harmonia a todo custo, acabam gerando um círculo vicioso difícil de manter. Abrir mão do seu ponto de vista ou de suas necessidades em prol do bem comum pode chegar a um extremo desagradável, em que a solução é desistir de tudo.

 
Libra diz que o amor equilibra e para equilibrar é preciso dividir, em dois. O eu se vê refletido no outro, porque é capaz de abrir mão de si mesmo e ver que o outro está dentro de si. Como um reflexo no espelho. Mas também aqui é preciso saber julgar, pois ambos os lados devem ser beneficiados, senão perde o equilíbrio da balança.
 
Saber o momento certo de recuar ou avançar, de dar a vez ao outro e também de se posicionar sem ofender, são sinais de que estamos nos aprimorando na arte de se relacionar. A maior lição que este signo traz é a descoberta de que relação é troca, é compartilhar com o outro aquilo que desejamos de melhor para nós mesmos.

 
Como representantes do simbolismo do signo, os librianos agora podem se sentir impelidos a cultivar hábitos que não estavam muito acostumados a ter, como decidir o rumo de sua própria vida ou cortar relacionamentos insatisfatórios. Outros podem sentir que toda sua estrutura de vida está de pernas pro ar e que é hora de ser radical. Mas em essência, este momento tem o propósito de fazer que todos os librianos encontrem em si uma força que os permita encarar os desafios que venham a surgir daqui em diante. Descobrindo que podem ser mais íntegros consigo mesmos e melhores companheiros para aqueles que merecem estar a seu lado.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

UM MUNDO EM TRANSIÇÃO



 
VI CIRCUITO NACIONAL DE ASTROLOGIA

DATA: 1º de outubro de 2011
DURAÇÃO: de 13h às 19h
LOCAL: Mareiro Hotel
ENDEREÇO: Av. Beira Mar, 2380
ENTRADA: 1kg de alimento
[ou doações para o Lar Torres de Melo]
INSCRIÇÕES: regional.ce@gmail.com
MAIS INFORMAÇÕES: cnastrologia.org.br


Programação:

13h - Abertura do Evento - Coordenadoras da CNA Regional Ceará
Andréa Maluf - Coordenadora da CNA Regional Ceará
Clarissa Maia - Coordenadora Adjunta da CNA Regional Ceará

13h30 – ¨ASTROLOGIA E ANTROPOLOGIA: a contribuição da Etnografia como instrumento de pesquisa astrológica, um caminho possível.¨ Questiona-se até a atualidade em que campo ou segmento a astrologia se insere: ciência, misticismo, esoterismo, dentre outros. Nesse sentido, a palestra de Roxane Sales visa demonstrar como os estudos antropológicos permitem uma leitura deste saber milenar, através da construção de uma etnografia da astrologia, no qual considera-se os diversos campos. Enquanto ferramenta de intervenção, será considerado o conceito de “eficácia simbólica” de Lévi-Strauss, o qual retira a astrologia de dentro dos aprisionantes paradigmas e rótulos da biomedicina cartesiana, possibilitando que astrologia seja estudada dentro dos parâmetros da pesquisa qualitativa.
Roxane Mangueira Sales é astróloga, psicóloga Junguiana, mestranda em Saúde Coletiva, participante do grupo de pesquisa “Humanização dos Cuidados” coordenado pela Antropóloga Marilyn Kay, Nations CNPQ em parceria com Havard. É formada em Arteterapia e Psicologia Transpessoal.

14h10 - Intervalo: 5min para perguntas e 5min para troca de palestrante

14h20 -  "LUA E SATURNO - a síndrome dos 27 anos". A palestra tem como base a relação de prazer/gozo e realidade na interação entre Astrologia e Psicanálise. Será analisada esta relação através dos mapas de artistas como Amy Winehouse e Kurt Cobain. ¨
Luiz Roberto Delvaux de Matos é astrólogo, psicólogo e psicanalista, atua há 22 anos na área astrológica.

15h - Intervalo: 5min para perguntas e 5min para troca de palestrante

15h10 - ¨ASTROLOGIA MÉDICA E SAÚDE MENTAL: astrologia, uma possibilidade de diagnóstico e intervenção¨. A astróloga Andréa Maluf apresenta sua pesquisa clínica realizada em pacientes acompanhados durante um ano em regime ambulatorial em uma unidade SUS, com diagnóstico de Depressão CID 10 - F33.0 - 33.9.
Andréa Maluf é astróloga, farmacêutica e Iniciada na OKR+C - Ordem Kabalística da Rosacruz. Reúne mais de 15 anos de prática em astrologia, dedicando-se também à área de atenção farmacêutica em saúde mental. É facilitadora do evento Noites Astrológicas, no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, desde 1999 e atual Coordenadora da Regional CNA Ceará.

15h50 -  Intervalo: 5min para perguntas e 5min para troca de palestrante

16h - Intervalo (30min)

16h30 - ¨O IMPACTO DOS ECLIPSES NO DESTINO PESSOAL: uma introdução sobre Nodos Lunares, eclipses e o caso Amy Winehouse¨. A astróloga Clarissa Maia apresenta a importância de observar a atuação dos eclipses na interpretação do Mapa Astral, como um catalizador do destino pessoal (simbolizado pelos Nodos Lunares do Mapa Natal).
Clarissa Maia é astróloga e estuda os processos evolutivos na simbologia astrológica, com enfoque na interpretação de Nodos Lunares. A experiência de 8 anos trabalhando com astrologia cármica está vinculada ao estudo em Psicologia Analítica, de Carl Gustav Jung. Assina a coluna de astrologia da revista Up! Women e o blog astrológico sincroniastral.blogspot.com e é atual coordenadora adjunta da Regional CNA Ceará.

17h10 - Intervalo: 5min para perguntas e 5min para troca de palestrante

17h20 - ¨A MAGIA ASTROLÓGICA - o princípio de correspondência: assim como é em cima é embaixo", um dos sete Princípios da Verdade, inscritos na Tábua de Esmeralda de Hermes Trimegistus, revela a relação entre o universo macrocósmico (externo) e o universo microcósmico (dentro de nós).  A astrologia é um dos aspectos da Tradição Hermetista, mas ela não limita ao contexto oracular; há um aspecto ativo, a Magia Astrológica, que nos permite entrar em contato com as verdadeiras Potências que fazem com que a astrologia funcione, as Divindades Imortais.
Raul Moreira é engenheiro, sacerdote da Eclésia Ogdoádica (Aurum Solis), Mestre Maçom e Iniciado na organização OKR+C - Ordem Kabalística da Rosacruz.

18h - Intervalo: 5min para perguntas e 5min para troca de palestrante

18h10 - ¨ASTROLOGIA E CABALA - trabalhando com as energias planetárias¨. O presente trabalho visa apresentar um estudo das conexões que ligam a astrologia e a Cabala e como os iniciados do passado desenvolveram um trabalho prático e operativo em torno destas ciências herméticas, com a finalidade de utilizar as energias planetárias para estabelecer uma vida mais harmoniosa e realizada no ser humano. Muitas vezes chamada de ¨astrosofia¨, esta sabedoria antiga constitui a jóia de ouro de muitas organizações esotéricas importantes.
Raul Tessius Soares é delegado de Polícia Civil do Estado do Ceará, bacharel em Direito, iniciado nas organizações OKR+C - Ordem Kabalística da Rosacruz, AMORC – Antiga e Mística Ordem da Rosacruz (12° grau), Tradicional Ordem Martinista e Maçonaria.

18h50 - Intervalo: 5min para perguntas e 5min para troca de palestrante

19h - Encerramento do Evento - Coordenadoras da CNA Regional Ceará
Andréa Maluf - Coordenadora da CNA Regional Ceará
Clarissa Maia - Coordenadora Adjunta da CNA Regional Ceará

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

EXPANSÃO E CONTRAÇÃO

É importante compreender que existe na Vida uma dinâmica de expansão e contração. Nada é completamente bom ou ruim, fácil ou difícil, são somente processos diferentes que trazem avanço ou recuo. Mas que juntos tem a finalidade de promover a evolução e crescimento pleno de tudo que existe. 

Neste comentário, o astrólogo Antonio Carlos Bola Harres fala do processo de contração que pode ser associado ao trânsito dos planetas retrógrados. Neste momento, com Mercúrio, Urano, Netuno e Plutão em movimento aparente retrógrado no céu, podemos refletir sobre como lidar melhor com esse processo de revisão do significado de tais planetas.
 
"Retrógrado pode ser um símbolo do que se contrai, tal precisamos recuar o balanço para que ele ganhe amplitude em sua oscilação. O recuo na esgrima, pode atrair o adversário ao avanço que pode lhe expor à estocada fatal. Sem a contração do útero para gerar a expulsão, nenhuma criança veria a luz. Sístoles e diástoles são igualmente necessárias para que sangue circule. Na respiração, a expiração alivia a tensão da plenitude que a inspiração impõe e esta, libera da angústia do esvaziamento e da falta. Assim, devemos valorizar igualmente a expansão e a contração, o direto e o retrógrado, pois são movimentos do ciclo da vida, que tende sempre a esvaziar o pleno e encher o vazio, conforme a Lua nos recorda em suas fases, mensalmente."
 
Antonio Carlos Bola Harres