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terça-feira, 23 de janeiro de 2024
quarta-feira, 13 de dezembro de 2023
20+ anos atuando como ASTRÓLOGA 🫶🏻
Como dizem por aí:
Quando eu cheguei,
tudo isso aqui era mato
🧙🏻♀️
PRIMEIRAS PALESTRAS PELA CNA EM 2009
🙂
• Fotos antigas •
(existem mais antigas ainda, que não achei)
🫶🏻
Alguns dos muitos encontros da CNA Fortaleza
❤️
segunda-feira, 16 de outubro de 2023
Eclipse. Um portal entre dimensões.
* Considero importante destacar aqui, que tudo que escrevo neste texto extrapola os limites da Astrologia como conhecimento e técnica. Há quase uma década, venho expandindo meu conhecimento e consciência para novos saberes e minha percepção da vida se expandiu também, com a vivência de novos estudos, iniciações e caminhos iniciáticos. Passei anos me reciclando internamente e recentemente voltei a escrever sobre Astrologia, de uma forma completamente nova, agregando novos pontos de vista da realidade e da vida. Meu saber astrológico inevitavelmente se expandiu para contemplar a minha nova visão de mundo, na qual revisei profundamente todos os conhecimentos que havia adquirido ao longo da vida. Então, neste texto há muito mais que técnica astrológica, há aqui uma parte da minha alma e do meu caminhar, das minhas experiências pessoais e um mergulho na Astrologia como ferramenta de compreensão da vida e transformação da existência. É com carinho que compartilho um dos textos que mais amei escrever, minha antena estava especialmente afinada neste dia.
Aprecie sem moderação:
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Na 3a dimensão vivemos a matéria e podemos moldar e nos movimentar através do espaço. Já na 4a dimensão é possível moldar e se movimentar através do tempo (passado + presente + futuro = o aqui-agora ou o tempo relativo). Ou seja, na 4a dimensão é onde estão codificados os eventos ocorridos no passado, a infinidades de infos do presente e aqueles eventos que estão em processamento para ocorrer no futuro (é onde ficam, em grande parte, os registros akáshicos ou a biblioteca de luz de toda a existência).
A 4a dimensão é um mundo (imenso) muito ligado à matéria (3a). E 3a-4a dimensões se entrelaçam a todo tempo (espaço-tempo), definindo cada evento da realidade. É por isso que, para interpretar os símbolos da astrologia, usamos sempre as referências do céu visto em um espaço e tempo específico aqui neste planeta. A 4a dimensão também é a dimensão dos símbolos e códigos que se apresentam para nós em imagens (principalmente) dentre outros. Nela (4a) também estão codificadas as informações que surgem na maioria dos sonhos (há alguns que são de 5a), nos oráculos (tarot, búzios e etc.), sincronicidades e no contato com seres que não estão mais encarnados.
É importante saber que, quando nascemos, nossa consciência (que está na 4a dimensão) morre para a 4a e nasce para a 3a (como bebêzinho). Assim como quando nosso corpo morre para a 3a dimensão (a da matéria) nossa consciência nasce imediatamente na 4a dimensão (primeiro no baixo astral, depois no médio, em seguida no alto astral da 4a, se a consciência progrediu em vida até aí ou mais, senão se mantém no baixo ou médio astral, ela vai permanecer onde alcançou em níveis sutis de consciência). Nosso processo evolutivo, aqui no corpo físico, é ser capaz de perceber conscientemente as informações disponíveis nas dimensões cada vez mais sutis (4a.. 5a.. 6a...) e interpretar a vida da forma mais ampla possível, como os grandes mestres que estão na 5a dimensão (a da iluminação). Enquanto não chegamos lá, bora tentar pelo menos decifrar a 4a, certo?
Então, a 4a dimensão é um mundo tão gigante de informações e fenômenos que, se estamos desconectados da nossa essência e não exercitamos nossa intuição, podemos viver aqui na 3a perdidos e interpretar a realidade de uma forma muito distorcida e equivocada (em alguns casos até primitiva, focada só no instinto e na sobrevivência do corpo). Isso acontece porque temos como ferramenta de percepção da matéria os nossos 5 sentidos, para identificarmos os fenômenos desta dimensão do concreto (3a). O sexto sentido (intuição), que não é propriamente um sentido, mas sim a nossa capacidade de síntese, é que integra e interpreta as informações que coletamos com os 5 sentidos.
O sexto sentido (a intuição) é a nossa ferramenta que atua na 4a dimensão em nossa consciência, onde sintetizamos e damos significado aos fenômenos da realidade (3a). Uma excelente forma de estar sempre sintonizado, integrando construtivamente 3a e 4a dimensões, é nos estados meditativos e sonhos ou na interpretação das informações dos simbolos astrológicos ou mesmo quando nos propomos a observar e dar significado às sincronicidades, que acontecem a cada instante na vida ao redor. A 4a dimensão está muito muito muito próxima de nós (que vivemos em corpo na 3a) e está sempre nos enviando recados, apresentando perspectivas mais amplas e codificadas para nos guiar nesta vida concreta, tão cheia de complexidades.
Uma coisa muito importante de entender sobre como funcionam os acontecimentos da existência, é comprender que existe toda uma metafísica que envolve a gestação das coisas que surgem e que, primeiro elas se organizam nas dimensões mais sutis, para então "ir descendo" para a 3a dimensão. É como um download que "baixa" o material (fenômeno) que está na nuvem. Ou seja, por exemplo, um casal que de repente se encontra e se apaixona na vida, na verdade já se encontrou na 5a dimensão e depois na 4a, para então acontecer de se encontrar na realidade da 3a (inclusive, tem gente que sonha com pessoas que não conhecem ainda, mas que vão aparecer logo em seguida em suas vidas). Outro exemplo seria a de uma pessoa que vive uma grande guinada na vida, que de repente ganha muito dinheiro e tem uma súbita expansão profissional de status, levando a novas experiências completamente diferentes das que tinha até então. Tudo isso para ser real na 3a dimensão, só surge quando bem antes já havia acontecido nas dimensões mais sutis, para enfim se tornar realidade.
A "nuvem" que mencionei aqui é uma metáfora de onde estão "pairando" os códigos (4a dimensão) que são apresentados o tempo todo para nossa consciência decodificar (quer percebamos ou não) e se guiar pelos caminhos à frente. Podemos usar como métodos de de-codificação aquelas mesmas ferramentas interpretativas que citei e muitas outras: sincronicidades, sonhos, astrologia, tarot, oráculos, numerologia, intuição, insights, déjà vu, atos falhos, chistes e etc. Então, é por isso que é possível sim interpretar os símbolos e fazer previsões daquilo que está codificado e se formulando na 4a dimensão. Dessa forma exercemos melhor nosso livre-arbítrio, nos posicionando de modo a conduzir nossa vida mais construtivamente, desviando previamente de possíveis desafios e aproveitando com maior planejamento as oportunidades de crescimento quando surgirem.
Tudo o que chamamos de espiritualidade é, nada mais nada menos, que estar sintonizado a todo momento com os símbolos das dimensões mais sutis (4a e 5a) e assim conduzir nossa vida com mais sentido e significado. Estar constantemente integrando os símbolos e mensagens das dimensões mais sutis traz essa sensação de plenitude, completude e conexão com o todo, ao nos permitir criar coerência em tudo que é vivido. Além de nos permitir estar precavidos, desviando possivelmente das versões mais negativas da expressão dos símbolos. Inclusive, podemos buscar trabalhar todas essas mensagens codificadas através dos canais que mais sentimos afinidade.
Podemos buscar uma forma intimista e transformadora de trabalhar internamente os símbolos, intencionando canalizar seus significados no sentido de gerar progresso, evolução e expansão da consciência. Seja em processos psicológicos terapêuticos ou nas múltiplas possibilidades de expressão artistica, nos rituais de conexão e despertar espiritual ou mesmo nas vivências curativas com alucinógenos. Assim como em momentos de oração e cerimônias religiosas profundas, rituais com cristais, atos psicomágicos, reiki ou iniciações, ou ainda em contatos com a natureza, animais e os 4 elementos (as possibilidades de conexão são infinitas). Afinal, exercemos melhor nosso livre-arbítrio dessa forma, do que se escolhermos nos manter desconectados, sendo levados pela vida como um barco à deriva.
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SUGESTÃO DE LEITURA:
sábado, 14 de outubro de 2023
Eclipse. Que fenômeno é esse?
Eu não sou de menosprezar o impacto de um eclipse, nem na minha vida nem na de ninguém. Mas também não sou de me apavorar diante de um ou dois, aqui e ali. Afinal, todo ano temos 2 temporadas de eclipses e, querendo ou não, sobrevivemos para contar a história. Eu prefiro esmiuçar o que eles propõem sinalizar em nossa vida, mastigar e digerir todo seu recado e enfrentar olho no olho (com óculos apropriados, claro) o que ele veio eclipsar por aqui.
Sim. Eclipses trazem o recado de que pessoas, coisas, ideias, projetos, sonhos e qualquer outro fenômeno da vida pode ser eclipsado ao redor. Pode acontecer fora e pode acontecer dentro. Pode ser aquela pessoa que parte para o além vida, como pode ser aquela pessoa que parte da nossa vida. Pode ser aquela luz que se apaga dentro do nosso coração também, assim como a luz se apaga no céu. Pode ser que seja um momento que finalizamos um ciclo pessoal importante e isso parecer uma morte simbólica, um pedaço de nós que se foi, que foi eclipsado. A vida reflete o céu e o céu reflete a vida.
Nas abordagens antigas, o clima de eclipse era bem fatalista, não existia muito livre-arbítrio nem muito espaço para a consciência digerir significados e conduzir o recado do céu de uma forma particular, intimista e transformadora. Era tudo muito preto no branco e os fatos falavam mais alto: ou morria ou sobrevivia. Bem simples. Então os recados do céu eram simples também, sem muito espaço para as nuances da consciência. Os tempos mudaram e os tempos vão mudar ainda muito mais (oremos e nos preparemos). Hoje temos sim uma parcela maior de livre-arbítrio. Ganhamos uma fatia bem pequena desse bolo, mas já podemos saborear a vida de outra forma. Temos coletivamente o reconhecimento de nosso trabalho interno, temos técnicas e recursos de exercer nosso livre-arbítrio e sobreviver mais e melhor às intempéries da vida e do céu. É por isso (e só por isso) que o eclipse não precisa ser uma condenação para ninguém.
Dito isso, vamos esmiuçar as possibilidades de interpretação dos recados de um eclipse.
Para um eclipse acontecer, precisa haver o alinhamento do Sol-Lua com o eixo de Nodos Lunares, fazendo com que Luas Cheias e Novas estejam precisamente alinhadas com a Terra e assim ocasione o ocultamento de um dos luminares. Os Nodos são pontos virtuais que andam em marcha ré no zodíaco, no sentido inverso ao dos planetas, e é por causa desse movimento para trás que os eclipses (o alinhamento Sol-Lua-Nodos-Terra) trazem o simbolismo no espaço-tempo de "um recado do futuro para o presente". Então, é muito importante estar atento aos eventos e informações que pipocam durante o período de eclipses, pois tem aí sempre uma mensagem codificada de algo que está criando corpo na realidade, mas que ainda não se mostrou por inteiro. Um recado do nosso eu do futuro para o nosso eu do agora.
Outro fato interessante é que os povos antigos diziam que "não se mexe em vespeiro em tempos de eclipse". Ou seja, os instintos da natureza estão todos à flor da pele no período e existe um certo caos generalizado no ar, uma eletricidade sombria, em que tudo de mais bizarro pode acontecer. É neste ponto que nós humanos nos vemos minúsculos diante de um mundo assustador, diante de uma natureza avassaladora e de um planeta que pode nos engolir. Isso surge porque nos achamos, hoje em dia, seres dominantes diante da natureza e o inverso (a impotência) nos parece bizarro e inesperado. Pura ingenuidade nossa.
Nós humanos muitas vezes esquecemos que as reações caóticas da natureza (sejam nos animais, no clima ou nos coletivos), todas são uma resposta a algo que rompe com a estabilidade esperada e necessária dos contextos e ciclos naturais que nos sustentam a todos. A segurança e estabilidade é rompida na natureza quando surge a ocultação da luz do céu, seja na noite ou no dia, seja da Lua ou do Sol, seja pouco ou seja muito. Essa interrupção da emissão de luz que chega na Terra (e na percepção dos ciclos de dia-noite-dia) é suficiente para eletrizar o ar e deixar todos os seres viventes à beira do caos. Não só animais e humanos, mas também os elementos e elementais que mantém a estrutura do planeta. Tudo se mexe para acomodar o desconforto da estabilidade rompida pelo eclipse. É o instinto em estado de alerta para responder a cada possível ameaça. Por isso, querido humano, não mexa em vespeiro em tempos de eclipse.
Esticando um pouco mais este raciocínio, podemos entender que nós humanos também podemos reagir a contextos tensos ou situações limite ou problemas camuflados com a mesma instintividade de um animal selvagem. Em tempos de eclipse é muito mais possível e passível de acontecer. Reproduzimos subjetivamente este mesmo estado de reação anímica instintiva a qualquer ameaça que parece estar pairando no ar, a esta instabilidade elétrica e desconcertante, a esta sensação de que a vida é incompreensível e que tudo ao redor está envolto em sombras.
Sombras? Eu disse sombras? Sim. O eclipse é o aparecimento de uma sombra sobre o Sol ou sobre a Lua, já que no eclipse lunar a Terra oculta a luz do Sol sobre a Lua e no eclipse solar a Lua oculta a luz do Sol sobre a faixa de terra que ele iluminaria na Terra. É nesse sentido que vemos esse espelhamento ocorrer com os eventos sombrios que surgem no período. É como se o aspecto sombra da dualidade estivesse mais ativo, já que nossa consciência tende a negar e reprimir a própria sombra, projetando-a nos outros e negando-a em si. Somos todos seres iluminados e bondosos diante de um mundo coberto de maldade. Mas aí vem o eclipse e o lado sombra de todo mundo pula para fora, como um complexo psíquico que age para além da vontade individual. Esta parte sombra tão negada como real, não se constrange em aparecer junto do aparecimento da sombra sobre a luz dos luminares no céu. O problema maior é isso ser um fenômeno generalizado, em que cada encontro parece ser o encontro de duas sombras e não entre dois seres humanos vivendo suas melhores versões. Por isso, quanto mais silêncio, reserva e alívio físico, emocional e mental desta tensão que paira no ar, melhor. Um pouco de reclusão não faz mal a ninguém.
Em sua melhor versão, estar consciente de tudo isso nos permite viver esta conjuntura metafísica exótica de uma forma menos destrutiva e mais construtiva. É possível estar alerta, recluso, meditativo e silencioso, buscando refletir sobre os acontecimentos da vida. É possível se preparar e estar atento para captar as mensagens subliminares que a vida está trazendo, sejam nas sincronicidades ou nos sonhos, nos mal-entendidos em conversas e encontros ou nas imagens e correlações simbólicas que surgem ao redor. Como também em oráculos e em estados meditativos de consciência, em contatos sutis com a natureza ou com cristais, dentre outros. É possível aproveitar este estado alterado no funcionamento da vida aqui na Terra para buscar formas alternativas de encontro com o próprio Eu e de descobertas sobre a vida e a existência. A época de eclipses é também um momento de grande despertar da consciência, para aqueles que já possuem um trabalho metafísico interior e conseguem conduzir esta energia para a abertura de insights e canais positivos de comunicação com dimensões sutis. Para além de todo caos, há a cura. Para além de toda perda, há a abertura de novos caminhos. Para além de toda ruptura, há a descoberta de verdades libertadoras. Para todo fim, há um novo começo.
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SUGESTÃO DE LEITURA:
sábado, 27 de agosto de 2022
quarta-feira, 26 de dezembro de 2018
2019 – ANO DE ABRIR BAÚS E DAR ASAS A SONHOS
Este ano que chega já vem logo no primeiro dia dizendo que não será um ano fácil nem simples. Temos à frente uma trajetória em que precisamos apostar em nossa capacidade de lidar com o passado já ultrapassado, em equilíbrio com uma vontade irresistível de fazer tudo crescer e abraçar nossos sonhos - que podem ser, por vezes, ilusórios ou grandiosos demais para a vida real. Nosso desafio maior é equilibrar isso de forma que não deixemos de nos expandir, sempre tomando cuidado por onde pisamos, levando em conta que o mundo está dando muitos passos para trás na consciência humana e trazendo elementos do passado empoeirado para a pauta do dia.DIA DE POSSES E PESOS
No simbolismo dos astros, tudo que começa em um determinado momento carrega as informações de como será sua trajetória dali em diante. Por exemplo, se uma criança nasce em um dia, hora e local específico, estes serão os dados astrológicos do céu no momento de seu nascimento e que contém todo o simbolismo de sua vida futura, sua personalidade e o que ela veio lidar nos diversos aspectos da existência (é como um projeto de vida). Assim o mapa natal é um guia que ajuda a consciência a se balizar ao longo de sua trajetória e tirar o melhor proveito possível de cada momento, de cada experiência.
Quando aplicamos esta lógica para eventos, assinatura de contratos ou o início de qualquer coisa, temos então as informações de como isto irá se desenrolar a partir de então e quais serão as temáticas elementares de sua trajetória. Aqui há sinais de grandes desafios à frente dos governos que tomam posse no dia 1° de Janeiro de 2019, justamente por levarem consigo componentes simbólicos de restrição e controle, que são as temáticas deste dia.
UM OLHO NO PASSADO E OUTRO NO FUTURO
Ao longo deste ano, teremos um ir e vir dessa dinâmica entre o retorno de tudo que já estava guardado no baú da História, como a exaltação de valores conservadores, a rejeição à liberdade de expressão e diretos humanos básicos ou mesmo dos cuidados com o planeta (já estamos observando isso crescer há um tempo); versus a vontade de romper limites, abraçar o mundo e fazer valer nossos mais lindos sonhos, com a confiança (e ingenuidade) de um bebê. Uma combinação paradoxal, mas que não precisa ser negativa, dependendo de como conduzimos nosso olhar diante da vida e deste momento.
É bastante contraditório também que em 2019 haja esse encontro de águas tão diversas, em que por um lado existe o movimento individual e coletivo de olhar para o alto e trazer para a vida a nossa verdade, os nossos ideais e a nossa liberdade, e por outro lado existir esse movimento tão contundente de negação da verdade do outro, das diferenças individuais e do respeito às minorias. Podemos muitas vezes nos sentir em conflito em nosso mundo interno e com o mundo externo ou olhar ao redor e presenciar conflitos em tudo e todos. Contraditório ou não, é esta realidade que se configura à nossa frente e que teremos que lidar ao longo dos próximos tempos. Um verdadeiro convite a reflexões sobre a vida e o viver, neste mundo tão diverso e multifacetado, mas que esqueceu de que acolher o outro é acolher a nós mesmos em nossas feridas e desafios.FINAL DE ANO OU FINAL DE UMA ERA?
Parece que na vida tudo tem um propósito maior e até os momentos de baixa guardam a semente de uma nova configuração da realidade. É aqui que chegamos ao ápice do ano, que é quando 2020 já estiver batendo à porta. Será no final de 2019 (mas com uma prévia em abril e maio) que esse movimento de retorno ao passado vem com mais intensidade e cria uma onda ainda maior de valorização dos elementos já superados em nossa história coletiva e individual. Muito provavelmente isso surge porque existe uma (falsa) sensação de segurança, que esses elementos conservadores provocam na consciência que busca se agarrar a certezas, em um momento em que o que predomina na vida real é justamente o convívio com a incerteza e a percepção de que tudo ao redor está a ruir.
O efeito que podemos esperar é similar a um dique de uma represa que subitamente se rompe: a carga de um passado mal passado vindo à tona sobrecarrega a sociedade atual de tal forma que só existe uma saída, o rompimento. Então podemos aguardar um momento de forte desgaste de tudo que a humanidade tem cultivado individual e coletivamente no âmbito social, cultural, econômico e ambiental. Um desgaste das estruturas da sociedade e das instituições, que parecem até então vigorosas e firmes, acima do bem e do mal.O que iremos fazer disso tudo, que chega neste momento para nós, não é possível prever. Muito porque a vida se faz ao ser vivida, em cada passo, em cada escolha. E quando as estrelas sinalizam um tempo de grandes transformações, é entregue à humanidade o livre arbítrio de como conduzir cada passo dessa travessia da melhor forma possível. Somos convidados então a desenvolver a compreensão dos ciclos de vida e de que há o tempo de semear e o tempo de colher, assim como há o tempo de abandonar o velho e de recolher forças para a chegada do novo.
TEMAS GERAIS
SAÚDE
Ao longo de 2019, devemos estar mais atentos a tudo que envolva as estruturas do corpo, como os ossos, dentes, articulações e também pele, cabelo e unhas. Será muito importante ter cuidado para evitar acidentes que possam fragilizar esses pontos. As pessoas já com idade avançada, que tendem a ter maior vulnerabilidade nesses órgãos estruturais, precisam ter ainda mais cuidado ou desenvolver estratégias de fortalecimento do corpo como um todo (por exemplo, fazer fisioterapia, musculação, hidroginástica ou ioga). Por outro lado, todo cuidado é pouco com os excessos que podem sobrecarregar o fígado e os órgãos de eliminação das toxinas do corpo. Neste ano, podemos dar mais escorregadas que o habitual na alimentação e bebida, já que um certo descontrole nas atividades prazerosas pode estar mais frequente, tanto como euforia como numa tentativa de escapar da realidade. Em todo caso, uma dose de bom senso e limites não irá fazer mal.
AMOR
Para os corações apaixonados, 2019 pode ser um ano em que mais pessoas queiram dar um passo a mais na relação e resolvam casar, ter casa, filhos, cachorro e papagaio. De certa forma, não basta só oficializar a união, tem que ser como manda o figurino: casar com o amor da sua vida, de branco na igreja e ter a lua de mel dos sonhos (tudo isso deve estar mais na moda do que nos últimos anos). Como 2019 tem um clima bem tradicional e também sonhador, as pessoas podem estar apostando todas as fichas em realizar o sonho de constituir família e seguir a tradição parece ser o caminho mais certeiro.
DINHEIRO
Este será um ano em que damos início a uma nova forma de lidar com os bens materiais e os recursos pessoais e coletivos. Podemos ver surgir muitas formas alternativas (e até inusitadas) de gerar renda. Por isso, quem tem a veia empreendedora e muitas ideias mirabolantes para ganhar dinheiro de uma forma sustentável, inovadora e criativa (em especial no setor da alimentação), tem a partir de 2019 um empurrãozinho do universo a seu favor. Embora este ano tenha um clima conservador no geral, no âmbito das finanças há este tom ousado e inovador.
TRABALHO
Com certeza, um dos temas mais fortes de 2019 será trabalho, especialmente no final do ano em diante. Seja porque teremos que trabalhar muito nossa própria consciência para compreender tudo que possa estar acontecendo na vida, como o trabalho em seu significado mais prático: a labuta de cada dia que nos provê sustento e dignidade. O que podemos notar ao longo do ano é uma necessidade mais forte que nunca de arregaçar as mangas e correr atrás do sonho de ascender profissionalmente. Nada mais clássico do que dizer que “para ser grande, temos que primeiro suar a camisa” e este poderia muito bem ser o mote de 2019. Cada dia de trabalho e dedicação não é em vão, se estamos sempre de olho em um objetivo maior, que só pode ser construído com nosso esforço e foco, dia após dia.
sábado, 6 de janeiro de 2018
O ANO NOVO E SEUS ORÁCULOS
Aquela lembrança básica
a cada começo de ano
da existência dos Astrólogos
e outros conhecedores
de saberes oraculares.
😉
terça-feira, 13 de setembro de 2016
A ASTROLOGIA E O TIMING DE CADA COISA
Embora esse nome “Astrologia” seja a terminologia mais usual, já estou quase aderindo à nova onda, que utiliza “Cosmo Análise” como um novo termo (muito mais apropriado) para se referir a esse conhecimento milenar, que busca decifrar a essência de cada momento.
A essência de cada momento (ou o timing) é algo que faz referência à natureza do tempo. Aqui não me refiro ao tempo como meteorologia (se está frio ou quente), mas à análise do momento de agora, em todas as suas nuances. Nesta análise podemos notificar o que há de potenciais e riscos para cada agora. Podemos jogar intelectualmente com nossa habilidade de discriminar versus sintetizar as informações ao nosso dispor e assim chegar àquilo que possui mais valor naquele instante, chegar à essência do momento.
Existe uma quantidade infinita de formas de se entender e
analisar cada momento. A própria vida e os saberes que ela nos proporciona
parecem ser justamente oportunidades (sempre auto renováveis) de recursos para
desenvolvermos conhecimentos que decifram cada agora. Uma forma alternativa de
explicar isso, é quando observamos que tudo o que há na existência possui um
significado simbólico, é a representação de um símbolo (um código, uma imagem).
Ou seja, tudo e cada coisa carrega uma simbologia (ou várias). E o conhecimento
é a capacidade que desenvolvemos de decifrar cada símbolo e conectá-lo aos
diversos formatos em que ele se expressa. O conhecimento de um saber é
adquirido quando nos tornamos capazes de esmiuçar e discriminar os pormenores
do símbolo e, ao mesmo tempo, integrá-lo na realidade, compreendendo como ele
pode se personificar em cada momento, em cada circunstância.Quando tentamos entender o significado de cada momento e olhamos ao nosso redor em busca de sinais (que possam nos situar na realidade em que estamos envolvidos), podemos facilmente nos perder. Tanto nos milhares de detalhes que temos diante de nós, como nas generalizações (que são, em princípio, deduções e que tem como referência circunstâncias parecidas já vividas anteriormente). Podemos nos afogar num mar de pormenores insignificantes ou podemos ter um olhar reducionista, que passa por cima de detalhes importantes. Podemos, inclusive, nos fechar para novas formas de enxergar esses sinais, evitando abrir nossa mente a outros significados, outras possibilidades.
Temos hoje em dia uma gama enorme de saberes científicos,
que se especializaram cada um em decifrar toda a simbologia de um objeto de
estudo, tendo como referência uma lógica para cada especialidade. Se pegarmos
um copo d’água como objeto de estudo, o médico diz que é essencial para a saúde
e temos que tomar 2 litros por dia, o químico diz que é H2O e um solvente
universal, o agrônomo diz que não dá para nenhuma semente germinar e crescer
sem água, o cozinheiro diz que comida só é feita se tiver água para cozinhar (e
assim por diante). Nesse exemplo superbanal é possível entender que me refiro
aos diversos pontos de vista, que as inúmeras especialidades de conhecimento
oferecem para dar significado a um mesmo símbolo (no caso, um copo d’água).
O que a Astrologia faz de diferente disso?
Nada, ela só complementa. Porque o saber astrológico se molda a todas as especialidades de conhecimento que existem na vida. Como a Astrologia traduz a natureza de cada momento, de cada agora, ela permite a leitura dos símbolos em sua totalidade, ao invés de se focar em um único ponto de vista ou fazer a análise através de uma única lógica. Simples assim.
É por isso que vemos o trabalho de leitura de Mapa Astral
aplicado aos diversos ramos do saber. Na Astrologia Antiga (tradicional), a leitura de
Mapa era utilizada mais comumente para prever acontecimentos mundanos e
naturais, como por exemplo se haveria tornados e tempestades em um determinado
país ou se naquele ano haveria uma boa colheita de cereais e os animais iriam
engordar (coisas que naquela época davam ganhos ou perdas e garantiam ou
diminuíam a sobrevivência da população). A Astrologia Psicológica, que vemos
mais difundida hoje em dia, é a mais recente das aplicações do saber
astrológico. Basicamente, porque a humanidade (com exceção das filosofias do
extremo oriente) começou a reconhecer o valor do autoconhecimento muito
recentemente e a Psicologia também nasceu por volta da mesma época (em termos
de objeto de estudo, desenvolvimento de teorias e técnicas de acompanhamento
individual e coletivo, etc.), lá pelos idos de 1900.
Nesse contexto em que o mundo está configurado hoje em dia, vejo que a Astrologia ainda está procurando o seu lugar, está meio de fora, tentando se ajustar à nova realidade do pensamento humano. Parece que isso acontece justamente por ela não compartilhar com os outros conhecimentos dessa perspectiva unilateral de se ver os símbolos, por não funcionar dentro da lógica das especialidades científicas. A Astrologia funciona exatamente do modo inverso, ela multiplica as possibilidades, desmembra uma simbologia (uma imagem) em tantas nuances, tantas lógicas, que fica difícil encaixá-la no método científico de probabilidade e estatística. Aí eu pergunto aos meus botões (a pergunta que não quer calar): será que a Astrologia que deveria se ajustar ao mundo ou é o mundo que deveria se reformular para abranger a lógica da Astrologia?
Voltando agora ao ponto inicial do texto, em que falo do conhecimento astrológico (Cosmo Análise) como uma forma de se conhecer a natureza do tempo, a essência de cada agora, podemos encontrar um sentido funcional para a Astrologia como um saber (um conhecimento) dentro da realidade do mundo. Aqui podemos entender que o Mapa Astral é muito mais do que uma mera leitura das posições dos astros celestes. Na verdade, ele traz as informações simbólicas daquele tempo e espaço, tendo como referência o céu visto naquele momento e daquele local no globo terrestre. O céu aqui representa a conjuntura simbólica, que foi construída no imaginário coletivo ao longo de gerações e culturas da ancestralidade humana, e não os corpos celestes que flutuam no espaço sideral.
Se o Sol (no Sistema Solar) é considerado o símbolo do Eu, Self, centro, essência, poder pessoal e individualidade de cada coisa, não é porque o astro físico Sol fez algo comigo e com você que nos marcou com esse significado. Na verdade, é o simbolismo que ele carrega, de papel centralizador dentro do Sistema Solar, com todos os seus planetas circulando ao redor, sendo ele uma estrela (e por isso incandescente) que emite luz e calor, permitindo a existência de vida na Terra (tudo isso unido em um único símbolo), é que permite que seu significado dentro da leitura astrológica incorpore o significado de centro (da essência) de cada coisa.
É o simbolismo dos astros (na conjuntura celeste) e sua associação com a vida (na conjuntura mundana e humana) que importa no estudo da Astrologia (Cosmo Análise), não são os corpos celestes, senão estaríamos falando de Astronomia. O Mapa Astral então é uma fotografia do céu num momento específico, que registra cada mínima particularidade desse céu e nos permite decifrar cada simbolismo ali colocado, da forma como cada símbolo se configura e como ele se personifica em relação a todos os outros símbolos naquele instante específico. Cada astro, planeta, satélite, signo, estação do ano, elemento, modalidade, asteroide e estrela que faz parte de um Mapa Astral possui um papel simbólico no céu e, por isso, na vida. E o que é mais incrível disso tudo é que, a cada minuto, essa configuração se modifica e nunca jamais se repete de forma idêntica. Talvez seja por isso que cada coisa da existência tenha sua particularidade, sua importância única, sua essência singular e também tenha seu momento único (no tempo e espaço) de vir e partir do mundo, de nascer e de morrer.
Como a Astrologia é um conhecimento que busca decifrar o timing de cada coisa, de cada momento, temos então como ponto de partida do seu estudo (regra geral da lógica astrológica) o momento exato em que cada coisa chega ao mundo (nasce). É aí que surge a leitura de Mapa Natal, que é o Mapa Astral do nascimento, do instante inicial em que algo surgiu na Terra. A partir deste Mapa, podemos analisar não só a natureza existencial do que está nascendo (não só o conteúdo simbólico no qual o que está surgindo irá lidar desse momento inicial em diante), mas também como esse simbolismo base (do Mapa Natal) irá se articular em cada novo momento, em cada novo agora. É assim que surgem as previsões astrológicas, que são a essência de cada novo instante (a natureza de cada novo tempo, novo agora) aplicados à natureza essencial daquilo que já nasceu anteriormente num tempo e espaço específico.
E por qual razão eu iria querer saber a natureza do tempo (o timing) de cada coisa?
É neste ponto que a Astrologia passa de um conhecimento milenar, que muitos pensam ser defasado, inútil para os tempos atuais tão acelerados (com tantos saberes científicos de ponta, tanta tecnologia e a globalização da informação/cultura), para um conhecimento do futuro, que possui uma lógica ainda não facilmente alcançada pela consciência humana contemporânea...
Aqui venho dar um exemplo dentro do universo business, no que há de mais trendy e de mais sofisticado no Zeitgeist atual:
No mundo corporativo e até mesmo na vida particular de cada um de nós, cada vez mais está sendo difundida e valorizada a capacidade humana de discernir, com plena lucidez e amplitude de pensamento, o timing de cada coisa. Cada vez mais, está sendo buscada a fórmula mágica de se saber a melhor forma de aproveitar o momento de agora, de um jeito que, pensamento, emoções e ações estejam direcionadas especificamente para o melhor que cada agora pode oferecer. A forma de atuar com assertividade em um momento de recessão não é a mesma de um momento de expansão. O foco da consciência humana está cada vez mais voltado para esta assertividade. E para se conseguir agir com assertividade em cada flutuação do momento, seja em que aspecto da vida for, é preciso possuir uma forma de pensar transgressora para a lógica das especificidades científicas (tão valorizada no pensamento humano atual). Aqui qualquer contradição é mera coincidência.
E aí, isso nos lembra alguma coisa?
Claro, a Astrologia!
Ou melhor, a Cosmo Análise.
A Astrologia não só é o conhecimento que busca decifrar a essência de cada momento, de cada agora (ou o timing de cada coisa), como é o único saber da existência humana que nos permite olhar para todas as particularidades da vida respeitando a importância singular de cada coisa e a conectando com o significado (o papel) dela no todo, em toda a existência.
Aqui eu concluo fazendo um brinde ao futuro da Astrologia.
Tim tim! ;)
O que a Astrologia faz de diferente disso?
Nada, ela só complementa. Porque o saber astrológico se molda a todas as especialidades de conhecimento que existem na vida. Como a Astrologia traduz a natureza de cada momento, de cada agora, ela permite a leitura dos símbolos em sua totalidade, ao invés de se focar em um único ponto de vista ou fazer a análise através de uma única lógica. Simples assim.
É por isso que vemos o trabalho de leitura de Mapa Astral
aplicado aos diversos ramos do saber. Na Astrologia Antiga (tradicional), a leitura de
Mapa era utilizada mais comumente para prever acontecimentos mundanos e
naturais, como por exemplo se haveria tornados e tempestades em um determinado
país ou se naquele ano haveria uma boa colheita de cereais e os animais iriam
engordar (coisas que naquela época davam ganhos ou perdas e garantiam ou
diminuíam a sobrevivência da população). A Astrologia Psicológica, que vemos
mais difundida hoje em dia, é a mais recente das aplicações do saber
astrológico. Basicamente, porque a humanidade (com exceção das filosofias do
extremo oriente) começou a reconhecer o valor do autoconhecimento muito
recentemente e a Psicologia também nasceu por volta da mesma época (em termos
de objeto de estudo, desenvolvimento de teorias e técnicas de acompanhamento
individual e coletivo, etc.), lá pelos idos de 1900.Nesse contexto em que o mundo está configurado hoje em dia, vejo que a Astrologia ainda está procurando o seu lugar, está meio de fora, tentando se ajustar à nova realidade do pensamento humano. Parece que isso acontece justamente por ela não compartilhar com os outros conhecimentos dessa perspectiva unilateral de se ver os símbolos, por não funcionar dentro da lógica das especialidades científicas. A Astrologia funciona exatamente do modo inverso, ela multiplica as possibilidades, desmembra uma simbologia (uma imagem) em tantas nuances, tantas lógicas, que fica difícil encaixá-la no método científico de probabilidade e estatística. Aí eu pergunto aos meus botões (a pergunta que não quer calar): será que a Astrologia que deveria se ajustar ao mundo ou é o mundo que deveria se reformular para abranger a lógica da Astrologia?
Voltando agora ao ponto inicial do texto, em que falo do conhecimento astrológico (Cosmo Análise) como uma forma de se conhecer a natureza do tempo, a essência de cada agora, podemos encontrar um sentido funcional para a Astrologia como um saber (um conhecimento) dentro da realidade do mundo. Aqui podemos entender que o Mapa Astral é muito mais do que uma mera leitura das posições dos astros celestes. Na verdade, ele traz as informações simbólicas daquele tempo e espaço, tendo como referência o céu visto naquele momento e daquele local no globo terrestre. O céu aqui representa a conjuntura simbólica, que foi construída no imaginário coletivo ao longo de gerações e culturas da ancestralidade humana, e não os corpos celestes que flutuam no espaço sideral.
Se o Sol (no Sistema Solar) é considerado o símbolo do Eu, Self, centro, essência, poder pessoal e individualidade de cada coisa, não é porque o astro físico Sol fez algo comigo e com você que nos marcou com esse significado. Na verdade, é o simbolismo que ele carrega, de papel centralizador dentro do Sistema Solar, com todos os seus planetas circulando ao redor, sendo ele uma estrela (e por isso incandescente) que emite luz e calor, permitindo a existência de vida na Terra (tudo isso unido em um único símbolo), é que permite que seu significado dentro da leitura astrológica incorpore o significado de centro (da essência) de cada coisa.
É o simbolismo dos astros (na conjuntura celeste) e sua associação com a vida (na conjuntura mundana e humana) que importa no estudo da Astrologia (Cosmo Análise), não são os corpos celestes, senão estaríamos falando de Astronomia. O Mapa Astral então é uma fotografia do céu num momento específico, que registra cada mínima particularidade desse céu e nos permite decifrar cada simbolismo ali colocado, da forma como cada símbolo se configura e como ele se personifica em relação a todos os outros símbolos naquele instante específico. Cada astro, planeta, satélite, signo, estação do ano, elemento, modalidade, asteroide e estrela que faz parte de um Mapa Astral possui um papel simbólico no céu e, por isso, na vida. E o que é mais incrível disso tudo é que, a cada minuto, essa configuração se modifica e nunca jamais se repete de forma idêntica. Talvez seja por isso que cada coisa da existência tenha sua particularidade, sua importância única, sua essência singular e também tenha seu momento único (no tempo e espaço) de vir e partir do mundo, de nascer e de morrer.
Como a Astrologia é um conhecimento que busca decifrar o timing de cada coisa, de cada momento, temos então como ponto de partida do seu estudo (regra geral da lógica astrológica) o momento exato em que cada coisa chega ao mundo (nasce). É aí que surge a leitura de Mapa Natal, que é o Mapa Astral do nascimento, do instante inicial em que algo surgiu na Terra. A partir deste Mapa, podemos analisar não só a natureza existencial do que está nascendo (não só o conteúdo simbólico no qual o que está surgindo irá lidar desse momento inicial em diante), mas também como esse simbolismo base (do Mapa Natal) irá se articular em cada novo momento, em cada novo agora. É assim que surgem as previsões astrológicas, que são a essência de cada novo instante (a natureza de cada novo tempo, novo agora) aplicados à natureza essencial daquilo que já nasceu anteriormente num tempo e espaço específico.
E por qual razão eu iria querer saber a natureza do tempo (o timing) de cada coisa?
É neste ponto que a Astrologia passa de um conhecimento milenar, que muitos pensam ser defasado, inútil para os tempos atuais tão acelerados (com tantos saberes científicos de ponta, tanta tecnologia e a globalização da informação/cultura), para um conhecimento do futuro, que possui uma lógica ainda não facilmente alcançada pela consciência humana contemporânea...
Aqui venho dar um exemplo dentro do universo business, no que há de mais trendy e de mais sofisticado no Zeitgeist atual:
No mundo corporativo e até mesmo na vida particular de cada um de nós, cada vez mais está sendo difundida e valorizada a capacidade humana de discernir, com plena lucidez e amplitude de pensamento, o timing de cada coisa. Cada vez mais, está sendo buscada a fórmula mágica de se saber a melhor forma de aproveitar o momento de agora, de um jeito que, pensamento, emoções e ações estejam direcionadas especificamente para o melhor que cada agora pode oferecer. A forma de atuar com assertividade em um momento de recessão não é a mesma de um momento de expansão. O foco da consciência humana está cada vez mais voltado para esta assertividade. E para se conseguir agir com assertividade em cada flutuação do momento, seja em que aspecto da vida for, é preciso possuir uma forma de pensar transgressora para a lógica das especificidades científicas (tão valorizada no pensamento humano atual). Aqui qualquer contradição é mera coincidência.
E aí, isso nos lembra alguma coisa?
Claro, a Astrologia!Ou melhor, a Cosmo Análise.
A Astrologia não só é o conhecimento que busca decifrar a essência de cada momento, de cada agora (ou o timing de cada coisa), como é o único saber da existência humana que nos permite olhar para todas as particularidades da vida respeitando a importância singular de cada coisa e a conectando com o significado (o papel) dela no todo, em toda a existência.
Aqui eu concluo fazendo um brinde ao futuro da Astrologia.
Tim tim! ;)
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