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sexta-feira, 18 de setembro de 2026

O mapa astral do Brasil ~> se o Brasil fosse uma pessoa, como eu faria sua consulta de mapa astral?

Isso mesmo, países tem seus mapas astrais, assim como cidades e instituições que tiveram um momento exato em que foram criados, oficializados e mudaram de status para o que são hoje em dia. Por isso podemos analisar, estudar seus simbolismos e como eles se espelham na realidade, assim como podemos analisar seu atual estágio de desenvolvimento e conjecturar possíveis previsões para o desenrolar dos acontecimentos. Se você pensou: poxa, parece com uma consulta de mapa astral de uma pessoa. Se pensou isso, então pensou certo. Não só parece como é quase igual em termos de técnicas e de como proceder na posição de astrólogo, exceto que estamos lidando com a análise de um país inteiro como entidade e tudo o que o compõe: população, história, dirigentes, espaço físico e continente a que pertence, sua geografia e intempéries, sua identidade para o mundo e características de uma possível personalidade e etc. Estamos falando de algo grupal e existente no espaço-tempo, que possui uma egrégora, mas não uma consciência.


*para saber o que a IA tem a dizer sobre o que significa egrégora, vá ao final deste texto.


Irei então fazer aqui uma brincadeira (mesmo que minha ideia seja um grande desafio), vou simular uma consulta de mapa natal e previsões para 1 ano, como se o Brasil fosse uma pessoa que se consulta comigo. Então, irei descrever aqui a minha fala como se fosse um monólogo gravado em um áudio e enviado ao consulente, que hoje em dia é uma das modalidades mais comuns de formato de consulta on-line, a qual meus clientes tem preferido nos últimos anos, podendo ter uma conversa posterior para tirar dúvidas e fazer perguntas. Eu adoro e eles adoram, todos ficamos felizes, por causa da enorme flexibilidade que este formato de consulta oferece para mim e para quem se consulta.


Então, vamos ao intento dessa brincadeira:



Enfim, Brasil, meu Brasil brasileiro, meu querido, seja bem-vindo.


Aqui é a Clarissa, sou astróloga e início o mapa natal com previsões para o Brasil, que nasceu em 7 de setembro de 1822 às 16h08min em São Paulo, o bebê Brasil que nasceu do grito do Ipiranga, dado por Pedro I.


Então, Brasil, seja bem-vindo. Irei iniciar a leitura pela parte primordial do mapa astral, que pessoalmente leio na interpretação dos nodos lunares, no seu caso o nodo sul (NS) está em leão na casa 6 em conjunção com a Vênus em leão próxima ao DC versus o nodo norte (NN) que está em aquário na casa 12. Os nodos lunares são como uma seta no mapa astral, que parte do nodo sul em direção ao nodo norte, em uma oposição perfeita que divide o mapa astral em duas metades. Ambos são pontos virtuais no céu, pontos onde a órbita da Lua corta a eclíptica, que é a órbita da Terra ao redor do sol, no seu movimento de translação. Simbolicamente, o sentido de seta tem um significado importante e representa para onde nos direcionamos, os nodos estão assim ligados, um à ancestralidade conhecida (e a desconhecida, guardada nos confins do esquecimento) da raiz familiar e da raiz anímica, assinaladas pelo nodo sul, mas que também aponta para o outro, o norte, que representa o nicho de progresso e desbravamento da alma, assinalado pelo nodo norte.


Os símbolos do nodo sul indicam um ponto de fuga da essência individual, é para onde escapamos quando o mundo nos assombra. O nodo sul então pontua os traços de zona de conforto da alma e da natureza instintiva e que fala de temas extremamente conhecidos e confortáveis, fáceis de vivenciar, sendo experimentados em exaustão desde o princípio da vida: sempre que o mundo está desconfortável e nos aplica desafios, ou que nos sentimos desprotegidos, nosso movimento instintivamente se volta para os comportamentos relacionados a este ponto do mapa, o nodo sul.

O simbolismo preponderante do nodo sul é o de zona de conforto e é exatamente por isso que surge outro símbolo que é o de retrocesso ou acomodação para o desenvolvimento inteiro da alma, que veio para se conduzir no sentido do nodo norte. Este sendo o ponto de novidade e desconforto, por representar tudo que é completamente desconhecido da alma, mas que está aí para ser explorado, desbravado, assimilado em prol do desenvolvimento nesta existência. A cada passo dado em direção e sentido do nodo norte, a vida se abre em abundância e prosperidade, pois o objetivo da alma é desenvolver novos atributos relacionados ao simbolismo do nodo norte. Nesta dinâmica, passamos boa parte da vida sendo puxados por desafios ligados ao nodo norte e fugindo dele, ao nos acomodarmos na zona de conforto do nodo sul. Pessoas e ambientes que ativam nosso nodo sul tendem a trazer familiaridade e acomodação, já as que ativam nosso nodo norte nos desafiam a superar nossos limites e trazem um arzinho de desconforto, desconfiança e desconhecimento total nesta vida, mas que podem nos trazer também o novo, que desperta a alma para novas venturas, positivas ao nosso desenvolvimento.

A partir da leitura dos nodos, podemos ir para a interpretação de todo o mapa em si, planetas, casas e demais pontos são aqui sinalizadores das ferramentas que possuímos e que serão úteis para realizar a travessia ao progresso individual, pontuados inicialmente pelos nodos lunares, norte e sul.


No seu caso, Brasil, o nodo sul em leão conjunto à Venus na casa 6 nos aponta uma natureza essencial basicamente festiva e amistosa, que entende a vida como um comemorar cotidiano, dia após dia, seja nos afazeres diários, seja dia ou seja noite, seja nos perrengues seja no descanso, todo dia é dia de alegria e de se sentir rei e rainha nessa vida. Viver o luxo ou o embelezamento da vida faz parte de uma natureza existencial que entende que a vida acontece agora e não há tempo a perder para ser feliz. Isso é algo que está reforçado pela Lua conjunta a Jupiter na casa 4 em gêmeos, fortalecendo esse instinto de alegria e leveza, de brincadeiras e de não levar a vida muito a serio. Se você fosse um país, “meu Brasil brasileiro, do mulato ao estrangeiro”, aqui neste ponto falaria também da natureza, geografia e paisagens, neste caso abundantes, belíssimas e diversas, uma natureza não só geográfica mas cultural, ampla, miscigenada e múltipla em sua diversidade entre povos originários e exploradores, visitantes e povoadores, desse ambiente que se multiplica em muitos e se mistura como salada de frutas dentro das bordas das coordenadas geográficas deste país, uma profusão de talentos, excentricidade e diversidade, um espetáculo à parte para o mundo inteiro ver.


O lado nada positivo disso seriam as fofocas e a leviandade com tudo aquilo que deveria ser levado com respeito ao direito do outro e de cada um de ser quem se é, para além daquilo que é esperado por cumprir com os vernizes de uma sociedade preconceituosa (o NS em leão indica também esse verniz e pompa de uma sociedade focada no superficial, na imagem polida e adaptada aos ditames da hierarquia social, assim como a Lua-Jupiter em gêmeos). Aqui é mais que essencial entender o progresso assinalado pelo nodo norte da lua, em aquário na casa 12 (além de reforçado pelo Ascendente em Aquário), puxando a alma para olhar para o outro com respeito e dando o direito (antes de tudo) de cada ser humano ser o que quiser ser, com suas idiossincrasias e peculiaridades, excentricidades, se assim for sua verdade, entendendo que todos pertencem, como partes únicas e indispensáveis ao todo, à toda rede da existência. Todos merecem o respeito e a dignidade de existirem em suas particularidades, especialmente aqueles que vivem à margem da sociedade ou que pertencem a alguma minoria sociocultural, assim pede este nodo norte em aquário na casa 12 junto ao Ascendente a 22° de Aquário. Grande salto para a alma, hein? Do ego à humildade, dos enfeites ao cair das máscaras, do carnaval à travessia do deserto da alma, simbolizado pela quaresma e semana santa, da individualidade ao acolhimento social em prol das minorias. Grande salto.


Então, se inicialmente falamos dos nodos lunares e os correlacionamos à Lua-Júpiter em gêmeos, podemos a partir daqui falar do Sol e Mercúrio (exaltado e domiciliado) ambos no signo de virgem nas casas 7 e 8, respectivamente. O signo da lua aqui se encontra correlacionado em quadratura minguante ao signo do sol, mas ainda não se formou a exatidão da fase lunar quarto minguante, indicando que está nos finalmentes da lua disseminadora, o que é positivo, porém a dinâmica de signos traz essa contradição, entre um emocional leve e leviano versus a precisão e seriedade central do signo de virgem, ambos signos mutáveis, um ar (lua) e outro terra (sol). Se você, Brasil, fosse uma nação, aqui a Lua sinalizaria como acontece o movimento das massas e da população como uma grande egrégora nacional, um todo homogêneo, representando a força da energia feminina e anímica, insconsciente e instintiva das massas. Já o Sol fala do centro, do poder institucional do dirigente legal do país, seria o presidente, imperador ou rei, aqui é sinalizado no sol aquela figura que governa e ocupa (seja homem ou mulher) a posição da energia masculina de autoridade central, assim como o sol no sistema solar ocupa a posição central de estrela, radiante, incandescente e projetiva, no ponto central de todo seu sistema.

Na dinâmica sol-lua deste mapa, podemos entender que o feminino e o masculino estão em um embate energético de quadratura, sinalizando que dirigente e massas populacionais possuem um grau de divergência acentuada, embora ambos sejam positivos em suas próprias posições. O sol dinamiza a casa 7 das parcerias, contratos e relação com o exterior, com aquele que vem de fora, com o público externo ao ambiente interno, doméstico ou particular. O Sol na casa 7 (conjunto a Mercúrio na casa 8, ambos em virgem) aqui se ilumina ao encontrar com o outro que vem ao seu encontro e, se você fosse um país, querido Brasil, eu diria que seu brilho e encontro consigo como nação estaria ao ser aplaudido e reverenciado por aqueles e tudo aquilo que vem do exterior. Há pouca autonomia de valor próprio aqui, pois seu auto-reconhecimento se fortalece no olhar do outro ou das outras nações, o auto-aplauso (característico do nodo sul e Vênus em leão) não tem tanta força de convencimento interno tanto quanto tem um aplauso vindo de fora, do exterior (sem querer ofender, mas aqui cabe aquela expressão indelicada de “complexo de vira-lata”, caso este ponto sinalizado no mapa natal esteja sendo vivido da forma negativa).


A forma aqui de encontrar o outro expressa essa urgência de aprovação, em ser bem visto e agradar, talvez se exigindo perfeição muito mais do que o necessário e com um senso de menos valia já vindo de dentro (característico do signo de virgem acentuado no mapa), no caso de este ponto da essência pessoal estar sendo mal conduzido. Pois a humildade característica do signo de virgem, tendo Sol e Mercúrio aí nas casas de relação 7 e 8, apontam uma necessidade de aprovação externa, o que pode conduzir ao senso interno de auto exigência excessiva e a uma postura quase submissa, se não tiver o cuidado de entender todos os outros pontos de valor pessoal, que existem no todo da personalidade. O signo de virgem pode ser traiçoeiro a si mesmo, quando converte o olhar do excesso de perfeccionismo do mundo para si, excedendo o limite pessoal do que é possível com o que é impossível conceber (exigir) de algo na vida. Cuide mais de seu amor próprio, querido Brasil, você merece mais do que está dando para si e valorizando no seu próprio eu.

Expandindo a visão para outros pontos do mapa, vemos um novo ponto de discordância entre o feminino e o masculino aí, tendo a Venus e Marte ambos em signos que formam um ângulo desafiador de quadratura, em leão e escorpião respectivamente. A Vênus festiva é confiante em leão e entra em desarmonia com o Marte domiciliado no desconfiado e secreto signo de escorpião. Mais tensão é causada no ar, pela oposição de Marte com Saturno em touro e Saturno em quadratura com a divertida Vênus em leão, os três planetas aqui em signos fixos, teimosos e irredutíveis em seus próprios pontos de atuação. Haja teimosia e tensão no ar, feminino e masculino internos sentem um desassossego nas relações e na postura pessoal diante da vida. Marte se movimenta lentamente buscando formas submersas da psique para resolver tudo e no mundo, seja o mundo interno ou o mundo externo, atuando muitas vezes à base de tensão e contenção de energia, uma força muito inquietante. Mas nem tudo está perdido, pois tensão rima com superação e evolução, criação e diversão, a disputa interna pode ser muito criativa ao dinamizar aspectos que poderiam fluir suavemente, mas que, ao se confrontar, geram faísca e aquecem o coração bandido desse Brasil brasileiro. Tudo é vivido com muita intensidade e nada é deixado de lado por falta de emoção.

Então, meu amigo Brasil, se você fosse um país, tendo um Saturno de casa 3 em touro e um Jupiter na casa 4 em gêmeos super conjunto à Lua, diverso é o quadro de percepção social desse amado país. Saturnão aqui na casa das burocracias sinaliza uma enorme dificuldade de desenrolar processos que fazem referência a papéis, leis, cartórios e Direito, na verdade podemos dizer que o normal aqui é dar errado e atrasar por anos trâmites burocráticos que poderiam durar dias. Assim como no dia a dia da população, as burocracias são sempre enroladas e extensas, um reflexo de não entender historicamente por quê e para quê tanto trâmite, tanto papel, tanto documento, não está enraizado historicamente a lei como sendo para todos. Há um medo subentendido no ar, de que no que se trata de leis e documentação é tudo muito proibido, complexo e inacessível em sua lógica para a população em geral. Assim como o trânsito e transportes (outro tema da casa 3), sejam públicos ou privados, há um certo atraso em relação aos recursos já existentes mundialmente na tecnologia de transportes, há uma dificuldade em colocar em prática tudo que é possível otimizar no âmbito dos trâmites de pessoas e objetos pelo país.

Mas não se entristeça com essa limitação, pois todos nós na face da Terra temos Saturno em algum ponto do mapa natal e temos que lidar sim ou sim com o que ele traz de bloqueios em nossa vida. O seu Saturno então é este, que fala de um plano mental mais recolhido e conservador, do ponto de vista de que estamos em 2026 e que o progresso burocrático atualmente já poderia estar mais otimizado em todas as partes do planeta. A lei é e deveria ser igual para todos, mas neste caso o mapa astral indica um atraso nestes pontos assinalados, apesar de sempre ser tempo de nos atualizar em tudo que é possível e ser uma versão melhor de nós a cada dia, não é mesmo? Eu acredito que saber nossos pontos vulneráveis através do mapa natal, já nos ajuda muito a nos ver sob perspectiva e nos permitir recriar a nós mesmos a cada novo desafio e superação. Concorda? Então vamos para esse Jupiter que está em exílio em gêmeos, mas que junto da lua ambos apontam para uma força de melhoria nos temas de Saturno na casa 3. E vou lhe explicar porquê.

A casa 3 está correlacionada em vários pontos com o signo de gêmeos, onde está a sua lua natal conjunta a Jupiter, o planeta da expansão e crescimento. Neste ponto, você, querido Brasil, se fosse uma nação, podemos dizer que as dinâmicas diárias burocráticas e de movimentação de pessoas e objetos pelo país (temas do signo de gêmeos também), neste caso são facilitadas pela conjunção Lua-Jupiter neste signo dinâmico e mutável, astuto e versátil. Então, aqui podemos dizer que nestes mesmo temas existem forças opostas de lentidão e desafios com um tempero de otimização, ambos puxam a mente para a superação de limites, nem sempre de forma fluida ou positiva, mas que por fim o progresso surge nesses setores em um ponto ou outro da caminhada. Do lado mais positivo, vemos uma população divertida e bem humorada, mesmo que exista essa mescla contraditória entre ceticismo e crendices, racionalismos e religiosidade, aqui essa característica (típica do país) fala muito de um mapa com ambos Saturno na casa 3 e Lua-Jupiter em gêmeos na casa 4.

Não posso negar que Jupiter em exílio está aqui minimizado em suas possibilidades construtivas, já que, quando estamos exilados em um país distante, podemos ser maltratados ou prejudicados em nossas forças. Jupiter então exilado se encontra fora do seu lar de origem, desconfortável e talvez sentindo que as roupas que possui não lhe cabem, estão apertadas para sua vontade de expansão. É por isso que aqui, junto da lua, o que seria mais que maravilhoso (e é, Lua-Jupiter é um ponto maravilhoso para se ter no mapa), pode, neste acaso, descambarem ambos juntos e agarrados para o lado negativo dessa união. Jupiter exagera e engorda a lua esfomeada, estufa a barriga muitas vezes com conversas tolas e desimportantes, fúteis, cheias de maledicência ao arrotar inverdades. O mundo pode até acreditar por um instante, mas a vida não perdoa quem se comporta assim. Temos que ter respeito pela dignidade do outro, enquanto mantemos nossa própria dignidade com comportamentos que expressam nossa nobreza de alma, não o contrário disso. Aqui é um ponto sério a se refletir, concorda? Temos todos nós que ter consciência da importância de falar o que consta ser verdadeiro e proteger a honra de todos. Fica a dica.


Agora podemos falar dos planetas mais distantes que atuam em um plano mais sutil, porém irrevogável, na existência: Plutão no ponto vernal a zero grau de Aries na casa 2 quadratura Urano-Netuno em Capricórnio na casa 11. Mais um embate de forças aqui, com uma quadratura em signos cardinais em pontos de mudança de estação no mapa astral. Plutão na casa 2 exacerba os recursos naturais e a riqueza, podendo chegar a grandes fortunas se for uma energia bem canalizada e, se você Brasil fosse um país, aí eu diria que riqueza não falta, especialmente as que chegam sob as profundezas da terra ou da água, além daquelas que pertencem à própria riqueza natural das diversas regiões, que aqui se colocam como ricas em todos os setores. Caso houver má administração, os recursos (embora excessivos) podem ser dispersados e desperdiçados de forma incorreta, talvez exportando indevidamente aquilo que deveria ser bem administrado internamente, por poderes centrais do governo e convertidos em riqueza para a própria população. Nesse embate de forças com Urano-Netuno na casa 11 do legislativo, já poderia dizer que os recursos provavelmente estão sendo negativamente administrados, justamente por haver uma quadratura entre estes planetas, já que a quadratura cria fricção e embate de forças, gerando uma potência negativada das energias de cada planeta envolvido. Aqui recursos e riquezas naturais (Plutão na casa 3 no ponto vernal) estão em conflito aberto com o legislativo da nação (Urano-Netuno em Capricórnio na casa 11).

Neste momento, farei uma pausa. Em breve, farei a análise das previsões para seu futuro, querido Brasil. Foi um prazer estudar, analisar e interpretar o seu mapa astral. Um grande abraço e nos vemos em breve.


Clarissa


                                                                      *


 

*Egrégora para IA: é um grupo de pessoas unidas por um propósito comum. Funciona como uma "mente coletiva" ou atmosfera vibracional que influencia e é alimentada continuamente por todos os membros.


Origem do conceito:

O termo tem raízes históricas profundas que se ramificam em diferentes áreas:

  • Tradições Espirituais e Esoterismo: Na antiguidade, referia-se a seres celestiais ou "vigilantes". Mais tarde, popularizou-se no ocultismo como uma "forma-pensamento" autônoma gerada e fortalecida pelo foco de várias mentes. É muito presente em religiões como a Umbanda e o Espiritismo.
  • Psicologia: O psicanalista Carl Jung descreveu um fenômeno muito próximo com o conceito de Inconsciente Coletivo, onde arquétipos e crenças compartilhadas moldam o comportamento de grupos inteiros.
  • Cultura Popular e Mundo Corporativo: Hoje, é usado para descrever o "espírito de equipe" ou a cultura de um ambiente. Quando uma equipe compartilha os mesmos valores e metas, cria-se uma egrégora que aumenta a produtividade e a motivação no trabalho.


Como funciona e suas aplicações:

Uma egrégora não tem consciência própria, mas atua como uma força motriz:

  • Soma de energias: Assim como várias chamas individuais se unem para formar uma fogueira mais forte, as energias mentais unidas reverberam com muito mais potência do que o esforço de uma única pessoa.
  • Influência Mútua: Você alimenta a egrégora com suas emoções e, em troca, é influenciado pelo campo energético que o grupo construiu.
  • Positiva ou Negativa: Pode ser luminosa (baseada em amor, caridade, produtividade) ou sombria (baseada em medo, fofoca ou competição destrutiva).


O conceito também é muito abordado para entender as energias de locais.

domingo, 13 de setembro de 2026

As fases da Lua e os ciclos da vida

A dinâmica Sol-lua (ou fases lunares)

Quando começamos a estudar astrologia, muitas vezes nosso primeiro olhar vai para os ciclos da dinâmica sol-lua ou, em outras palavras, para as fases da lua, que são justamente isso: a dinâmica da luz da lua refletindo a cada dia uma porção diferente da luz do sol, o que nos proporciona um dia após o outro um espetáculo diferente no céu (especialmente o noturno, mas no diurno também), em que a luz lunar vai se expandindo ou contraindo dia após dia, de uma forma diferente ao longo do seu ciclo de 28-29 dias.

Ao prosseguir com os estudos da astrologia, descobrimos que observar as fases da lua é muito mais do que estudar a dinâmica entre sol-lua, mas sim, que aí encontra-se a chave para a interpretação astrológica em uma escala muito mais ampla e que envolve o simbolismo da interação e ciclos entre todos os planetas no zodíaco. E para além disso, o ciclo sol-lua é um referencial da dinâmica de desenvolvimento de toda a vida, tendo principalmente como referência o paralelo com o crescimento de uma planta, desde a semente cerrada no escuro da terra até seu momento final de apodrecimento e dormência de uma nova semeadura, passando pelos estágios de crescimento, florescimento, frutificação e declínio. Tudo isso encontra-se codificado astrologicamente nos ciclos sol-lua, basicamente, uma alegoria de como se desenvolve toda a existência.

Dentre os significados que podemos compreender no ciclo sol-lua, existe um mais profundo que é a dinâmica entre os princípios masculinos do sol versus os princípios femininos da lua. O masculino se faz conhecer na existência por ser radiante, ser projeção e força, ser expansão yang e a porção elétrica de transmissão de energia: o sol. O princípio feminino já se apresenta como acolhedor e receptivo, introspectivo, magnético de atração pela força yin, um receptáculo que reflete a luz (força) masculina externa: a lua. Sol e lua então interagem no ciclo lunar espelhando na vida o que seria a luz do masculino e do feminino dentro das porções duais de cada coisa na existência. Vivemos em um mundo de dualidade e o princípio dual de tudo se apresenta como luz e sombra, branco e preto, positivo e negativo, projeção e introjeção, extroversão e introversão, elétrico e magnético, yang e yin, masculino e feminino, sol e lua e etc. O ciclo lunar então é o retrato da completude dessa dinâmica e como se expressa em cada estágio.


As fases da lua como alegoria dos ciclos da vida

Para entender e interpretar os ciclos da vida, precisamos primeiramente ter um olhar distanciado, em perspectiva, um olhar mais racional para a figura como um todo da existência, visualizando o conjunto como uma águia no céu, que observa a paisagem completa, para enfim focar no ponto exato (ou fase) onde quer chegar. Nesse método, podemos visualizar toda a trajetória e percurso de um processo inteiro de vida, entendendo que nós humanos também vivemos a curva de ascensão, pico e declínio em nosso desenvolvimento: nascimento, bebê, infância, adolescência, juventude, adultez, terceira idade, velhice e morte. Uma trajetória que nos coloca como igual aos processos de surgimento, crescimento, auge e declínio de tudo e todos na existência. Sábios são os que tomam consciência disso e o utilizam para compreensão e percepção do funcionamento da vida ao redor, sem dramas e sem ingenuidade. Assim fica mais fácil viver e deixar tudo acontecer.


O ciclo sol-lua então, ou melhor, as fases da lua vem aqui como alegoria, fractal dessa percepção de como os fenômenos da vida se constituem, tendo aí um processo corriqueiro e recorrente no céu que nos ensina uma lei e ordem perene da existência: tudo nasce, cresce, triunfa e se degenera a seu próprio tempo. A lua nasce, cresce, se expande e triunfa, declina, se recolhe e adormece todo mês, sem falhar, de forma sagrada, nos guiando no espaço-tempo. Ou, melhor ainda, nos guiando no entendimento sobre a vida de uma forma reveladora, pois no seu ciclo está contida uma sabedoria universal da existência e seu processo de funcionamento cíclico. O ciclo aqui não se repete idêntico ao anterior, mas em uma escala maior, um espiral visto em perspectiva, o que é cíclico é o processo, já os fenômenos são particulares de cada espaço-tempo, assim como a vida acontece única a cada um de nós.


Por fim, mais um entendimento profundo da vida se encontra embutido nos processos do ciclo sol-lua e é o fato de que, após um ciclo finalizar, já dá-se início a um novo. O fim de um ciclo já guarda o inicio de um outro que se projeta, como uma tangente que rompe com a repetição dos padrões e sai em espiral, o que seria ciclo cerrado vira espiral em ascensão. O próximo ciclo tem seu processo preservado, enquanto se recria à sua própria forma, com novos elementos e novos contextos, sempre igual e sempre diferente. Assim como no céu, é na vida e, em processos de longo prazo, podemos transcender os fins de ciclo como uma tangente que se projeta como espiral de novos ciclos. Para os mesmos temas da vida podemos viver ciclos dentro de ciclos e alguns elementos permanecem no tempo, assim como pessoas permanecem ao nosso lado de mãos dadas em vários ciclos vividos. Tangenciamos elementos duradouros em temas essenciais da vida como relacionamentos, caminhos profissionais e de carreira, vínculos fraternos ou familiares, que perduram no tempo a cada novo ciclo da vida, além de muitos outros, que são temas de uma vida inteira e atravessam ao nosso lado todos ou quase todos os ciclos da nossa vida.

Como o ciclo sol-lua nos exemplifica como funciona o processo de cada coisa da existência, a dinâmica do masculino e feminino e nos ensina a entender a vida desenhando no céu como um fractal dos processos de toda a existência, vamos então entender como cada estágio desse ciclo acontece:

As oito fases lunares


. Lua nova ~> sol-lua a 0°-45° conjunção crescente, dia zero ao terceiro e meio do ciclo lunar | despertar, impulso, instinto, projeção, ativação, espontaneidade, experimentação, propósito

O princípio de tudo, marco zero, o start e ponta pé inicial de qualquer projeto na vida. O grau zero entre sol-lua simboliza o início de qualquer ciclo, as marés de manhã ficam baixas e de tarde altas, assim como a semente está ainda encapsulada embaixo da terra, no escuro, no frio e na umidade, escondida e semeada pela psique humana, mas ainda longe do sol, longe da luz. Este é um estágio antes de vir à luz, de nascer propriedade para o mundo. Aqui a luz da lua é invisível no céu, pois está colada com o sol (entre zero e 45° de distância um do outro) e só aparece junto a ele durante o dia. Neste ponto, a semente plantada, por não ser vista à luz do mundo, ainda pode ser maleável e moldável pela consciência de quem planta, assim como para quem dá o ponta pé inicial de um projeto na vida, está tudo muito no plano das ideias e sonhos. Tudo é muito secreto ainda, mas como todo principiante, a semente tem a sorte de seguir e germinar escondida pelo escuro da terra, aguerrida, ela rompe a casca e vai brotando no sentido da luz, assim como a luz da lua no céu segue crescendo, porém escondida e ofuscada pela luz do sol. Tanto a luz da lua, como a semente que germina, como o projeto que inicia no mundo, todos possuem essa força do princípio e seguem crescendo escondidos ainda, mas decididos a serem vistos em breve no mundo.


. Lua crescente ~> sol-lua a 45°-90° sextil crescente, dia três e meio ao sétimo do ciclo lunar | descoberta, esforço, abertura, ousadia, crescimento, avanço, luta, des-envolvimento 

O broto surge na superfície da terra, folhinha, galhinho e raizinhas vão dando o tom do crescimento neste estágio, assim como a lua já aparece de noite próxima ao pôr do sol, só um risco no céu, um sorriso de quem já conseguiu ser vista, embora ainda delicadamente. Neste estágio, o projeto já começa a ser visto, ele já existe no mundo mas ainda está muito no princípio, está discreto e possivelmente desacreditado pelos olhos do mundo. Mas como se não houvesse problema nisso, a semente cresce sabendo que pode ser derrotada por excessos, seja de água, seja de sol, vento, frio ou algo mais forte que ela pode se sobrepor, é verdade. Mas é verdade também que o projeto em seus momentos iniciais não tem a robustez de um já cheio de conquistas no mundo, mas a psique de quem acredita nele e de quem o iniciou não pensa nisso, mas sim que um grande empreendimento um dia já foi um projeto nascendo na mente e no mundo, por alguém aguerrido e preenchido de propósito. A lua aqui dá um sorriso no céu e a plantinha ainda brotando sorri para a árvore e segue sabendo que aquela árvore um dia já foi um frágil broto, crescendo destemido sobre a superfície da terra. O projeto insiste, a plantinha se expande e a lua cresce, a vida segue.


. Quarto crescente ~> sol-lua a 90°-135° quadratura crescente, sétimo dia ao décimo e meio do ciclo lunar | crise de expansão, ruptura, construção e reconstrução, ação, higienização, discórdia, disposição 

Uma arrancada de crescimento desponta para a planta que agora já se faz conhecer, robusta e cheia de galhos que crescem no sentido da luz, do sol, do mundo, assim como suas raizes já fortes crescem se aprofundando no escuro da terra, as intempéries dificilmente conseguem se sobrepor a este estágio da planta. A luz da lua chega à um quarto do ciclo e já está forte no topo do céu no sol poente, aqui a lua sinaliza força e impulso de construção no mundo. As pessoas e as marés se fortalecem (de manhã maré alta, de tarde baixa), todo mundo no mundo fica meio irritado, pois aqui sol e lua estão em combate um com o outro, a energia masculina e a feminina não se abraçam nem se entendem, assim como os projetos já encorpados se deparam com as dificuldades da realidade. Há mil impedimentos contra um projeto que busca um lugar ao sol no mundo, assim como a planta já fortalecida encontra as podas e as pragas, a lua ainda não pode ser vista no céu na noite pulsante nem na madrugada solitária. Há irritação e rebeldia no ar, como um reflexo de uma luz da lua ainda não inteira, não plena nem imponente, as marés podem ser traiçoeiras e o jardineiro pode se espantar com a velocidade de crescimento dessa planta, que da noite para o dia se fez crescida, dá-lhe poda nela.


. Lua gibosa ~> sol-lua a 135°-180° trígono crescente, décimo e meio ao décimo quarto dia do ciclo | lapidação, aperfeiçoamento, análise, interpretação, eliminação do supérfluo e foco no essencial, cerne, aprendizagem 

Neste estágio a lua ainda não está cheia, mas está quase lá. A plantinha já não é mais uma plantinha e sim um arbusto cheio, prestes a florar, polvilhado de botões. O projeto já se coloca como um empreendimento quase bem sucedido ou está quase em lançamento de um bom resultado para o grande público, está quase. Agora é tempo de lapidação e encantamento com tudo que foi vivido até aqui, mas ainda não está no ponto mais alto da curva, não está na crista da onda, está quase. Se vemos a partir daqui como foi a fase de crescimento da lua, podemos visualizar uma escala ascendente na subida de uma montanha, podemos daqui já contemplar um boa paisagem, mas o topo ainda está mais à frente. Aqui ainda é preciso dedicação, foco, retoques, aprimoramento e paciência, a planta já é quase uma árvore, o projeto quase um sucesso e a lua quase cheia.

. Lua cheia ~> sol-lua a 180°-225° oposição, metade do ciclo lunar, décimo quarto ao décimo sétimo e meio do ciclo lunar | florescimento, exposição, conclusão, iluminação, revelação, excessos, transbordamento, conscientização


Dos lindos botões espalhadas pela árvore (ou arbusto), ela passa a se apresentar como uma planta formada e florida, enfeitada, transbordante de alegria e exibição. No céu a lua está cheia e indiscreta, nas águas do planeta as marés estão transbordando e no corpo humano retemos mais líquido ou temos a tendência ao excesso nos prazeres, na comida, bebida e entorpecentes, um transbordamento da alegria de viver. O sol ao se pôr já nos apresenta a lua iluminada, deixando a noite mais clara e levemente prateada, encantando quem sai de casa para festejar o momento ou só para ver o mundo mesmo. As marés de manhã estão baixas e de tarde altas, mas a todo momento pode haver um excesso de água seja nos corpos ou no humor ou nos grandes volumes de água natural. Neste ponto do ciclo, o projeto é visto e festejado em público, grande público, porque poucos deixam de ir pra rua neste momento. Se tem convite já estou aceitando, senão eu mesmo me convido ou faço de onde estou uma pequena festa. É hora de exposição e conclusão, seja para comemorar ou para redefinir algo que estava oculto, mas se fez conhecer por todos no momento da lua cheia. O mundo de fora se preenche de luz e o mundo de dentro se faz menos sentido, menos sensível. É tempo de iluminação.


. Lua disseminadora ~> sol-lua a 225°-270° trígono minguante, décimo sétimo e meio ao vigésimo primeiro do ciclo lunar | distribuição, frutificação, ensino, transmissão, doação, oferta, recursos, conversão 


Neste estágio do ciclo vemos as flores virarem fruto e o sentido de tudo que foi vivido é ofertar ao mundo a semente da árvore que um dia foi semente. Aqui damos significado à jornada que se seguiu até aqui, há recursos, há ofertas, há gratificação por ter recebido tanto da vida. Agora é distribuir os frutos de todo o aprendizado. Já estamos descendo a montanha, mas a paisagem ainda é linda e “na descida todo santo ajuda”, há mais leveza e menos esforço de conquista. Só queremos ofertar nosso melhor e a vida fica assim preenchida de razões de existir, de significado por tudo que se passou. Há gratidão e doação, a maior exigência é não deixar de ofertar os frutos de todo o processo. A árvore frutifica, o projeto próspera e a lua ainda ilumina o céu noturno, menos cheia, mas cheia de luz para nos iluminar.


. Quarto minguante  ~> sol-lua a 270°-315° quadratura minguante, vigésimo primeiro ou três quartos do ciclo ao vigésimo quarto e meio do ciclo lunar | crise de introspecção, declínio, introversão, reajuste, desilusão, casulo, transformação, sabedoria

Neste ponto a planta já começa a se despedir do que um dia foi, é o princípio do inverno ou do inverno da alma. Não é necessário haver podas porque as folhas já estão todas no chão ao fim de seu outonar, as frutas já apodreceram e deixaram suas sementes dentro do solo, assim como na vida declinamos naquilo que um dia insistimos tanto, ao reconhecer o ciclo que se finda em breve. No céu, o quarto minguante nos proporciona uma meia-lua no topo do céu ao sol nascente e no ocaso quando o sol está no seu auge do meio dia. As marés são cheias de manhã e baixas de tarde, mas as águas já tendem a ir diminuindo junto da lua e das águas do corpo humano. Os animais que saíam todos da toca na lua cheia, agora tendem a ficar entocados mais tempo, há menos fome e menos fome de se expor no mundo, assim como as festas passam a ser mais intimistas, com menos gente. Aqui tudo tende a se contrair junto do processo da luz lunar, que também se contrai a cada dia, nada muito efusivo é valorizado e o que se quer é se recolher. Os projetos já entram no seu declínio, é tempo de recesso e economia, redução de danos ou mesmo é possível se considerar fechar as portas, assim como planejar uma repaginada na projeção visual, produtos e locação novos, para recomeçar um dia em um novo ciclo tudo novo de novo. Planta, projetos e lua tendem a minguar, a luz vai se apagando até ficar uma penumbra no ar.


. Lua balsâmica  ~> sol-lua a 315°-0°/360° conjunção minguante, ocaso do ciclo no vigésimo quarto dia e meio ao vigésimo oitavo dia, marco zero novamente do novo ciclo lunar | finalização, adormecimento, desistência, rendição, encerramento, incubação, despedidas, bálsamo


O fim do fim, assim se traduz este estágio da vida, do projeto, da planta e da lua, que está novamente invisível no céu, porém desta vez ao minguar. Aqui não é recomendado quase nenhum movimento externo, pois tudo tende a não perdurar no tempo e sim a finalizar muito brevemente. O melhor é justamente “tie up loose ends” ou amarrar as pontas soltas do ciclo que se finda, aceitar e desapegar com consciência e gratidão a tudo que foi vivido. Aqui a planta está no alto do inverno adormecida, semente ao chão para um sonho de novo plantio, os projetos fecham as portas e carregam a gratidão de um dia em que tudo isso aqui era mato, depois cresceu e virou sucesso, declinou e chegou ao fim, e assim carrega em si o sonho de um futuro todo novo a ser empreendido, no futuro. A lua invisível no céu anuncia que, sem luz no céu noturno, podemos apreciar as zilhões de estrelas no firmamento, uma via láctea inteira de pontinhos de luz. Como cada um de nós, que um dia se vai, depois de uma vida inteira de experimentações e aprendizados, alegrias e tristezas, conquistas e perdas, aconchegos e despedidas, luz e sombra, brincadeira de criança e lembranças na velhice, um dia viramos estrela e deixamos, com gratidão no coração, um corpo que nos proporcionou toda uma vida de experiências. Fica a todos um adeus ao que já foi e guardado no coração um boas vindas para tudo o que virá.