Casas: a parte mais concreta e contextual do mapa
Na leitura de mapa astral, em algum momento nos deparamos com as casas astrológicas ao observarmos a mandala do mapa, porém nem sempre percebemos qual nível de compreensão elas trazem para a leitura. Neste ponto, é importante diferenciarmos a atuação simbólica das diversas camadas e níveis de construção dos símbolos do céu retratados ali no mapa astral: os signos trazem informações diferentes das dos planetas, que por sua vez se diferem das informações trazidas pelas casas. Afinal, ao afunilarmos nosso olhar do céu para a Terra e para onde estamos, podemos perceber que os signos e constelações estão além (por fora, mais distantes e externos) ao sistema solar, por sua vez os planetas no sistema solar estão externos à Terra, que por sua vez possui ao redor do globo eu e você morando em cada coordenada geográfica. Somos nós que observamos o céu de onde estamos e, nessa observação, desenhamos este céu visto no aqui-agora da localidade onde nos encontramos (com as coordenadas geográficas locais). Por fim, temos o desenho do mapa astral desse espaço-tempo. É por isso que para se fazer um mapa, precisamos de dia, mês, ano, hora exata e local onde ocorreu um fenômeno a ser observado através da leitura de mapa astral. A leitura do mapa é então uma síntese de todos esses pontos ali desenhados, uma síntese de cada ponto do céu, que está discriminado separadamente na figura do mapa.
Casas, planetas e signos: quanto mais distante mais sutil
Para fins de aprofundarmos essa compreensão, é importante entendermos que a lógica astrológica segue a linha de que, quanto mais distante no céu, mais sutil e subliminar é sua atuação, porém, quanto mais próximo da terra onde pisamos, mais concreto e palpável é a sua atuação na vida. Nessa linha, vemos que os signos estão ocupando um setor mais distanciado e cíclico do céu (ligados às estações do ano) e atuam em uma escala mais sutil, arquetípica e mental na astrologia. Funcionam como um sistema simbólico universal, no qual todos os 12 signos estão sendo configurados em posições específicas do mapa, considerando o ascendente o início da roda astrológica. Apesar de termos todos os signos configurados na leitura do mapa astral, somente aqueles que estão sendo ativados pelos eixos e por planetas localizados em signos específicos, é que estão em maior atuação dentro do contexto desse céu (desse mapa astral). Em uma camada mais próxima de nós, está a configuração dos planetas no sistema solar, que pontuam um campo mais energético, anímico e personificam atuações mais humanas, se considerarmos cada planeta junto aos seus arquétipos correlacionados na mitologia greco-romana. Neste ponto, vemos cada configuração planetária desse céu ali sinalizando quais conexões são estabelecidas entre esses traços anímicos entre si (as configurações entre os planetas), que qualificam os traços de personalidade particulares deste mapa astral. E por fim vemos as casas, que estão correlacionadas com espaços físicos e nichos da realidade mais mundanos e concretos, são os temas de vida particulares da realidade prática.
As coordenadas geográficas: o espaço-tempo local no globo terrestre
Em síntese, podemos entender que, na mandala, os signos ocupam o plano sutil, mental e metafísico do mapa astral, que a configuração entre planetas sinalizam o plano energético, emocional e anímico ali referenciado no mapa, as casas então nos trazem os pontos mais mundanos, materiais e físicos da mandala astrológica, são os temas da vida prática. Com isso, cada casa nos apresenta uma parcela da realidade com a qual temos que lidar cotidianamente e, se estão sendo ativadas por planetas em seus signos no mapa, essas casas e esses temas tornam-se mais que relevantes para a configuração geral de vida de quem o possui. Se for um mapa natal de uma pessoa, as casas ocupadas por planetas sinalizam temas de vida atuantes, relevantes e pulsantes na vida dessa pessoa. Isso ocorre porque as casas estão referenciadas ao planeta Terra e sua configuração no mapa astral está vinculada às coordenadas geográficas de cada lugar, o que puxa esses temas para o terreno, para o concreto e para a realidade. Ou seja, as casas astrais são posicionadas no mapa de acordo com a hora e local que um fenômeno aconteceu em um ponto específico da Terra e assim qual céu estava sendo visto dali naquele espaço-tempo. Pois, a cada aqui-agora, o céu (que está configurado no espaço sideral exterior à Terra) está sendo visualizado em cada ponto do planeta Terra de forma diferente.
Espaço-tempo: em cada agora vivemos contextos diferentes ao redor do globo
Cada agora da existência está acontecendo em momentos diferentes no correr do dia de acordo com cada localidade do planeta. Por exemplo, eu estou aqui neste momento no Brasil e é de tarde (o sol então está no 3º quadrante de casas do mapa, quadrante referente à tarde), uma pessoa vivendo este mesmo agora lá na ilha de Galápagos está vivendo a manhã (com sol no 4º quadrante de casas, referente à manhã no mapa), uma outra pessoa no Japão está dormindo neste agora durante a madrugada (com o sol no 1º quadrante de casas, o quadrante que se refere à madrugada), já uma outra que está no Egito agora está curtindo a noite (com o sol no 2º quadrante de casas, o que se refere à noite). E essa diferença de horário entre uma localidade e outra modifica a posição de eixos e casas no mapa astral, assim modificando onde e como cada tema da vida se configura ali diante daquele céu. Por isso também que, em um mesmo agora ao redor do mundo, temas diferentes da vida são vividos e ativados, já que os planetas estão ocupando casas (temas) diferentes da vida no mesmo agora, dependendo de cada coordenada geográfica - afinal, a cada turno do dia somos convocados pela a vida a viver temas diferentes e de acordo com o turno, concorda?
Os temas universais de cada casa astrológica:
Casa 1: a porta de entrada da casa e a fachada
Como se configura a nossa imagem externa, projetada
Aqui adentramos o mapa, é o marco zero e começo do 1º quadrante (o que corresponde à internalização do eu para si mesmo): no céu é o horizonte leste, onde nasce o sol e dá-se início a um novo dia. Esta é a porta de entrada para a vida, já que este ponto sinaliza o parto, a primeira respiração do ser humano ou o marco zero de alguma coisa que surge no mundo. A partir daqui, o mapa nasce e se expõe. Por isso que é a fachada da casa, é a imagem externa, a identidade, o visual projetado para ser visto por fora ou como deseja ser visto e interpretado como persona para o mundo. Aqui trazemos o melhor do signo e planetas (se tiver algum) localizados neste ponto do mapa. Por estar ligada ao parto e ao surgimento da vida individual, está também relacionada ao corpo físico, à concretude do corpo e aos trejeitos. O rosto, a pele, as linhas do corpo e o movimento estão todos retratados nos símbolos localizados aqui no mapa astral. Para além disso, aqui é um setor de autonomia e autenticidade, de projeção e exposição. Este é um local de corpo, iniciativa e projeção física do mapa.
Casa 2: a abundância de objetos e os recursos guardados ali
O quanto de recursos materiais e talentos temos guardados
Aqui se apresenta a riqueza do mapa, é onde guardamos nossos melhores recursos e onde temos uma reserva de habilidades para serem despertadas e utilizadas no decorrer da vida. Neste ponto, podemos ser gulosos ou propensos a excessos, já que o que ganhamos, compramos ou guardamos pode se tornar um vício por acúmulo, um exagero de soberba. Esta casa (se bem ativada) também nos permite nos acalmar, pois existe aqui um grau de segurança que as posses representam na vida, deixando uma sensação que “vai dar tudo certo”, caso estivermos preenchidos de uma boa reserva material e financeira. Por outro lado, vemos que recursos imateriais podem se expressar como talentos e capacidades de nos desenvolver no mundo, construindo assim uma vida mais próspera com o passar do tempo. Aqui é um setor de sedimentação de acúmulos materiais e de possibilidades de desenvolvimento de tudo aquilo que possuímos como ferramentas de vida. Este é um local de recursos e abundância do mapa.
Casa 3: as portas, janelas, corredores e biblioteca
Os canais de comunicação e circulação com o entorno, aprendizados
Neste setor do mapa é onde nos articulamos na vida, nosso jeito de nos comunicar e como interagimos com o entorno, com a vizinhança, com familiares e pessoas da convivência diária. Neste ponto saímos a pé ou circulamos nossa energia ao redor, nas atividades de todo dia e na movimentação rotineira: comprar pão na padaria, ir ao supermercado, visitar alguém próximo, nos locomover em transportes, nosso local de trabalho, academia, parque, restaurantes e bares, etc. Aqui mostra nossa fala menos profunda e mais corriqueira, o tipo de bate-papo e conversa jogada fora. Quando excessiva ou negativamente ativada, aqui indica as fofocas sobre a vida alheia, os juízos de valor superficiais e distorcidos, a circulação de informações íntimas que saíram do circuito familiar e caíram na língua maliciosa do povo do entorno. Neste ponto também temos as artes da palavra e da escrita, do ensino e aprendizado, da articulação verbal e os dons da voz. Este é um local de troca, fala e movimento do mapa.
Casa 4: o terreno onde foi construída
O enraizamento do ser, a psique individual e suas origens estruturais
Aqui vemos o local mais baixo do mapa e por isso equivale ao enraizamento e alicerces, em qualquer nicho da vida, mas em especial e principalmente, o enraizamento familiar - é o início do 2º quadrante do mapa, o quadrante da internalização do outro no eu. No céu é o ponto do sol da meia-noite, o ponto de maior invisibilidade solar. Na vida, pode representar a mãe e o pai, ou a mãe ou o pai (dependendo de algumas correntes de pensamento astrológicas, isso pode variar), mas inegavelmente aqui se encontra a origem familiar. Além de trazer a pessoa do pai e da mãe em si, aqui fala do campo de ressonância familiar e o que foi ofertado de experiências na infância: é tudo aquilo que fica marcado no desenvolvimento inconsciente particular e sistêmico a ser trabalhado ao longo da vida. Neste ponto vale a frese memorável e sábia: a infância é o terreno onde pisamos a vida inteira. Os símbolos aqui apresentados definem (como alicerces de uma construção) como o mapa e a pessoa que o possui se sustentará ao longo da vida, em sua psique. Este é um local de arcabouço emocional e de onde tudo surge e para onde tudo retorna, é começo e fim de vida.
Casa 5: o jardim, o pátio, a piscina, brinquedoteca, sala de jogos
Os pontos de lazer, criatividade, romance: a criação e recriação de si mesmo
Neste ponto vemos tudo aquilo que transborda os afazeres rotineiros ou obrigatórios: aqui é desconstrução de padrões e criação de novos, que estão para além do previsível. Aqui é extravasamento de existir, ao se recriar a própria personalidade, que se diverge de tudo aquilo que foi recebido e ensinado no âmbito dos rigores socioculturais. Este ponto nos evidencia o ego e o Self, a construção do ego como estrutura do eu, mas que pode muito bem estar para além do ego mundano - quando se encontra e retorna a si mesmo, ao estar em eixo no próprio Self. Aqui o eu brinca de existir e se diverte com a vida e em cada momento. Quando bem ativada, esta casa apresenta os símbolos de expressão criativa, cultural, artística e expressa a personalidade. Apresenta também a criação dos filhos como uma extensão dos melhores atributos do eu. Neste setor o prazer pode extrapolar o limite do razoável e virar vícios, mas pode também se tornar uma forma mais rica de viver e existir, de entender a vida e participar dela com alegria. Este é um local de diversão e descoberta de si mesmo, ao se extravasar o eu nas habilidades artísticas pessoais.
Casa 6: a cozinha e área de serviço, os fundos da casa
A rotina e a vida prática, onde e como fazemos acontecer
Aqui vemos a rotina e a capacidade de resolver perrengues, consertar defeitos na realidade prática e de desenvolver uma rotina mais funcional. Dessa forma, se lapida tudo que pertence à construção da vivência rotineira, desenvolvendo rituais que estabilizam a mente e facilitam o correr das atividades diárias: se alimentar, dormir, cozinhar, limpar a casa, lavar roupas, tomar banho, frequentar o banheiro, fazer compras de casa, ir ao supermercado, chamar pessoas para consertar objetos, fazer atividades físicas, ir em visitas ao médico e profissionais da saúde etc etc etc. Aqui vemos a vida se construir em pequenos movimentos diários, que sustentam a sobrevivência, que parecem pequenos e insignificantes, porém e por fim são de suma importância e sustentam toda a estrutura de vida, na rotina e nos cuidados com o corpo e saúde pessoal. Este é um local de higiene, alimentação, rotina e saúde, de tudo que mantém a vida funcionando.
Cada 7: a sala de jantar e sua grande mesa posta
Como recepcionamos (da melhor forma) o outro em nossa vida
Neste ponto começamos a sair do nosso eu e da parte mais internalizada do mapa e saímos ao encontro do outro e do mundo, de tudo que externaliza o indivíduo: é o início do 3º quadrante do mapa e corresponde ao outro externo ao eu, ao outro por si mesmo. Aqui é onde fica (no céu) o sol poente e onde na vida recepcionamos as pessoas com as quais temos uma relação de diálogo, parceria e olho no olho, e tendemos a ofertar nossa melhor versão neste encontro. Neste setor de parceria, vemos os vínculos de união afetiva e fraterna, profissionais e amistosas, mas que em suma representam pessoas (em suas individualidades) com as quais nos relacionamos, trocamos parcerias e também contratos, ao fazemos acordos de boa convivência. O casamento é a melhor expressão disso, unindo parceria, afeto, contrato e acordo em uma só pessoa. Por isso aqui também se personifica como são as pessoas com as quais nos associamos na vida, qual o perfil delineado em nossos mais relevantes parceiros. Este é um local de moderação do eu ao encontrar o outro, ofertando a melhor versão de ambos neste encontro.
Casa 8: o quarto do casal e os outros quartos
A intimidade e os espaços de introspecção ou conexão com o interno de nós
Este setor nos fala do momento de intimidade e conexão com o outro. Quando saímos da superficialidade do encontro social ou contrato de união e partimos para a vida mais íntima, mais verdadeira e mais profunda: aqui é o encontro entre a psique individual e a psique do outro. Está também relacionada ao sexo, como ato mais íntimo entre dois seres humanos, mas pode muito bem significar a química pessoal de um encontro de almas. Aqui neste ponto, nós nos vemos vivenciando uma troca profunda e doando e recebendo nossas versões mais íntimas e (às vezes) sombrias. Nossas dores e delícias, nossas virtudes e vicissitudes, nossa luz e nossas sombras. Aqui é profundidade do encontro e da química entre duas psiques individuais, que constroem uma nova, um novo campo energético pertencente ao encontro. Este é um local de mergulho do eu com o outro, no qual se emerge um novo eu, mais rico e transformado.
Casa 9: a sala de visita ou local de recepção
A troca com o que vem de fora e nos traz boas novas
Aqui vemos um mundo se expandindo, ou melhor, o próprio mundo se expandindo: aqui é saber e sabedoria, é conhecimento e abstração, é sair de si para aprender a falar a língua do outro, a língua do mundo. Neste ponto vemos o crescimento e expansão da mente em recursos e habilidades metafísicas, em capacitações de se articular com o estrangeiro, seja de fora das bordas do país de origem, seja o que é estranho ao nosso mundinho conhecido de origem familiar. Neste setor vemos a vontade individual de ser uma versão melhor a cada dia, ao expandir a mente em ensino superior, em estudos universitários e em viagens para fora do país. Se bem ativado, este setor é pé no mundo, é mochila nas costas e receptividade de abraçar o outro que tem sua origem diferente da própria: em línguas, traços físicos, culturas, hábitos e geografias diversas. Em sua versão mais negativa, vemos a religiosidade distorcida, os dogmas e moralismos repressores da sociedade. Este é um local onde o estrangeiro encontra casa no mundo particular do eu.
Casa 10: o andar superior e o telhado (o que fica mais alto)
O que está acima, tudo aquilo que almejamos alcançar e fica às vistas do mundo
Este é um setor muito voltado para as conquistas do mundo, para a reputação e para a marca no qual se pode deixar como carreira e percurso de vida - é o início do 4º quadrante do mapa, aquele que representa o mundo e o coletivo externo ao eu. No céu este ponto sinaliza o zênite, o sol a pino, o meio-dia e o ponto de maior força e visibilidade solar. Na vida é neste ponto que vemos o olhar para o mundo como ele é, com suas hierarquias, como uma estrutura de escalada social rumo ao topo da escala de valores: sempre segundo uma lógica bem conservadora e limitante, de entender a vida e a organização sociocultural. Neste ponto é onde e como queremos deixar nossa melhor marca no mundo, aqui se personifica os símbolos que definem qual reputação deixamos em nossa caminhada de vida e através da carreira (ou da ausência dela). Aqui temos o olhar do eu para o mundo e o olhar do mundo para o eu, com seus rigores, limites e preconceitos, e é por isso mesmo que os símbolos aqui assinalados traçam como deixamos nossa marca no mundo, na intenção de deixar a melhor marca, nossa melhor versão. Este é um local aparências e de busca por honrarias, dentro do sistema-mundo como ele é, com suas hierarquias e escalada pelo poder.
Casa 11: o escritório, gabinete e sala de televisão
Como socializamos e construímos nossa rede de contatos ou comunidade
Aqui vemos o mundo como caldo cultural, como sociedade e coletivo, como um sistema de conhecimentos compartilhados e busca por evolução, progresso, superação. Neste ponto queremos mais do mundo, queremos mais que comida, queremos diversão e arte. Queremos ver no mundo uma versão prometeica da humanidade, uma versão que transcende o atual e transcende em muito o conservadorismo, a estratificação social e as hierarquias: aqui somos todos iguais e podemos todos chegar ao topo. Mas não pensamos a vida como uma expressão da nossa individualidade e sim uma expressão do humano que está aqui no eu, em sua melhor versão, um coletivo de indivíduos que juntos são mais fortes, por estarem juntos. Aqui podemos ver, na versão negativa, o movimento de manada, mas podemos ver, na versão positiva, os movimentos sociais que transcendem o tempo, transcendem as limitações de seu tempo e suas regras: aqui entendemos liberdade, igualdade e fraternidade como um direito de todos. Este local é de visão de futuro e transcendência dos limites coletivos do agora.
Casa 12: o banheiro, sótão e porão
Os pontos de exclusão, isolamento de tudo que nos constrange ou transcende
Chegamos ao último ponto do zodíaco, aquele que se refere ao estágio final da gestação e que antecede e precipita o parto humano. Por isso mesmo que ele fala de um tempo antes e para além da matéria, fala do sono e dos sonhos, da metafísica da vida e sua amplitude de existência. Quando este setor está muito ativado, podemos ter um acesso direto ao mundo extra físico, além matéria, com as entidades espirituais não corporificadas e com tudo que compõe esse mundo das dimensões mais sutis que a matéria. Em sua versão negativa, temos aqui a perda o eu, a desconstrução do ego como individualidade do eu e porção da psique que nos mantém sãos, temos os vícios e dependências de qualquer espécie, como consequência dessa perda de si, do próprio eixo. Em sua melhor versão temos os telepatas, os artistas e músicos, os espiritualistas não religiosos, temos as pessoas que recebem e canalizam informações etéreas, do além mundo para benefício do mundo e de todos nós: são os despertadores de consciência coletiva e individual. Este é um local de transcendência do eu, de perda dos limites do ego ou de encontro do eu com sua versão mais espiritual e menos física.
















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Clarissa