Um dos maiores desafios para a consciência é entender que a vida possui um movimento pendular, parecido com as ondas do mar. Todo puxão para trás traz um inevitável preencher do vazio, sempre equivalente ao que não está mais lá. Como se (em cada momento) a vida precisasse circular energia e estar sempre esvaziando e enchendo os espaços da existência. Inspira, expira. Puxa e solta. Contrai e expande. Se vemos a natureza fluir nesse ritmo, por que é tão difícil aceitar que nossa vida também segue esse movimento? Choramos as dores da ausência como se nada fosse jamais nos preencher novamente. Mas não é assim. Saber fluir nas correntezas da vida exige de nós nos deixar levar... nos permitir ser fluxo e ir escorrendo como água ladeira abaixo [sem medo de nos despedaçar]. Toda experiência nos preenche de saber e uma perda aqui retorna como ganho ali. Um fruto que apodrece traz uma planta que brota. Uma pessoa que parte traz uma outra que nasce. Uma dor que nos abala traz uma benção que nos restaura. Não podemos estocar nem a alegria nem a tristeza. Assim como não podemos estocar no peito o ar para uma vida inteira {nem segurar as ondas do mar}, aprendemos a deixar ir tudo que não for mais para ficar.
Pensamentos à deriva 🎈
Lua Balsâmica traz um fim, Lua Nova um novo começo
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É muito importante olhar para os acontecimentos atuais com o olhar de aprendiz. Prestar atenção em como a vida funciona hoje: parece que nada mais acontece da mesma forma, nem as pessoas são mais as mesmas. Num piscar de olhos, o mundo mudou (e não vai voltar ao que era), não importa a nossa necessidade de negação neste momento. A vida não será igual, porque nós não seremos iguais. Estar atento ao novo mundo nos permite seguir sem cambalear tanto, nessa estrada nova que é viver. Prestemos atenção às condições de cada coisa, ao movimento das pessoas e aos acontecimentos. Tomemos nota de que não demora muito para os efeitos de cada gesto virem imediatamente na realidade [o instant karma]. Será mais fácil aprender assim. A reação a cada ação vem tão logo, que será impossível não perceber a ligação entre o que fazemos e como vivemos. Será cada vez mais fácil se lapidar, para quem quer se lapidar. Se corrigir, para quem é humilde o suficiente de reconhecer o próprio erro e pedir perdão em tempo. Porque o tempo passa cada vez mais rápido e às vezes perdemos a chance de viver melhor e amar melhor, se não nos corrigimos pelo caminho... e cada encontro pode virar um desencontro. Este tempo é um tempo precioso. Vivemos a própria semente do futuro e construímos esse futuro, mesmo sem saber como fazer. Mas se mudamos nosso olhar, podemos ser mais felizes e aprendizes a tempo para esse novo tempo {que já começou}.
pensamentos à deriva 🎈
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É estranho o quanto somos capazes de entender melhor a vida quando estamos diante da perda da vida. Há tanto mistério por trás do movimento que mantém um ser pulsando, que nos perguntamos: o que cessa ali quando deixa de pulsar? Como uma folha que seca, cessa a matéria... e da matéria de onde se constituiu um ser pulsante, volta a ser somente matéria. O pulso (que é a vida) vibra em outra dimensão e segue vendo a realidade de um outro jeito. Segue liberto de estar vendo só o que é matéria e adentra um caminho de clareza e iluminação. Mas ver a vida de um outro jeito pode ser vivido também em vida. A compreensão desse pulso nos permite entender que a vida se regenera sem fim: a matéria só está aqui à serviço do que nosso coração pulsa. Iluminar a consciência em vida é saber que a vida não cessa mesmo que o pulso não pulse. É perceber camadas finas que moldam a matéria [e que dão sentido à vida], mesmo quando estamos diante da não-vida. Não há fim para a fina camada que molda uma vida e não há perdas quando perdemos uma vida {mas perdemos vida quando não entendemos a perda}.
Lua Cheia da Iluminação de Buda | Festival de Wesak
(10 dias da partida do meu pai desta vida para um plano mais sutil de existência 🙏🏻❤)
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#conselhododia
• Por Clarissa Maia
[Sexta, 26 jan 2024]
O dia chega ainda bem preenchido pela exuberância dessa Lua Cheia, em um clima que vai se tornando bastante carnavalesco, festivo e extravagante. No céu vemos a Lua enorme, que camufla o que se esconde por trás dela, indicando que aqui na Terra há muita coisa camuflada também. Podemos entrar no clima de festa e de bailes, vestir fantasias e soltar confetes. Podemos brincar, dançar e cantar, namorar e ser feliz. Podemos nos permitir esquecer de tudo por um tempo, esquecer das dores, das lágrimas e dos calos. Mas o que não podemos é nos enganar e esquecer de que esse tempo vai passar e teremos que olhar novamente para tudo que se esconde por trás do brilho da Lua, por trás das purpurinas e paetês. O mundo da fantasia e das máscaras é apenas uma breve alegoria da vida real, um teatro escancarado e assumido do teatro da vida. Nos permitir cair no baile é mais do que brincar de carnaval, é nos permitir entender que viver é exatamente isso: participar do mundo através de uma personagem que mais nos afinamos, mas que ao fim do dia precisamos voltar para casa, tirar a máscara e tomar um banho de verdade. Um banho de encontro com nosso próprio Eu, com nossa essência e humanidade. Saber que esse é o jogo da vida e não nos deixar enganar pelas máscaras (nem as nossas nem as dos outros), nos permite brincar mais livres, nesse mundo que é um baile de fantasias.🎭🎊
Bom dia 🧘🏻♀️
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Que 2021 já traga sinais do novo tempo.
🙏🏻🤞🏻





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